Inicia jornada de luta dos bancários do ABN e Santander

Começa nesta terça-feira, dia 25, a Jornada de Luta dos Trabalhadores do ABN/Real e do Santander, em Brasília. O objetivo é garantir apoio de autoridades dos três poderes na luta em defesa do emprego, em risco com a provável compra do ABN pelo grupo espanhol.

As atividades na capital federal começaram cedo. Às 7h30, os bancários recepcionaram os deputados e senadores no aeroporto de Brasília. No período da tarde, haverá reuniões com os parlamentares no Congresso Nacional. Às 15h, a Contraf entrega um dossiê no Ministério da Fazenda.

“Conseguimos uma reunião com Paul Singer, secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, para esta terça-feira, às 16 horas. Através dele, queremos garantir uma audiência com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi”, conta Deise Recoaro, diretora da Contraf-CUT e funcionária do banco.

Grande ato e mais audiências nesta quarta

O ponto máximo da Jornada de Luta dos bancários do ABN e do Santander em Brasília acontece nesta quarta-feira, dia 26. Pela manhã, os trabalhadores vão realizar uma grande manifestação em frente ao Congresso Nacional. Um imenso varal com 19 mil fotografias representará o número de demissões já anunciadas pela Santander para todos os países.

“Queremos chamar a atenção dos políticos e da sociedade para o problema que estamos vivendo no ABN e no Santander. O Brasil não pode permitir que duas empresas multinacional lucrativas como esses bancos demitam trabalhadores brasileiros”, destaca Marcelo Gonçalves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do ABN.

Ainda na quarta-feira, das 9h30 às 10h30, haverá uma audiência com a Secretaria-geral da Presidência da República. Às 16h, a reunião será com o presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), Cláudio José Montesso. Em paralelo às audiências, os dirigentes sindicais passarão o dia em reuniões com deputados federais e senadores no Congresso Nacional.

No dia seguinte, 27, às 9h, haverá uma audiência pública com os bancos ABN, Santander e Barclays, na Comissão de Trabalho e Renda da Câmara dos Deputados. No mesmo dia, os representantes dos bancários reúnem-se com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia.

Ainda no dia 27, serão realizadas visitas e atividades no Banco Central, Ministério da Fazenda e Ministério do Trabalho. Os bancários também continuarão espalhados pelo Congresso Nacional, num corpo-a-corpo com deputados e senadores.

“Os bancários precisam mostrar pressão, enviando e-mails aos parlamentares, porque a mobilização em nível nacional é que vai nos garantir alternativas que evitem as demissões que sempre acontecem com as fusões e aquisições do sistema financeiro nacional”, afirma Gutemberg Oliveira, diretor da Fetec São Paulo e funcionário do ABN.

fonte: Contraf-CUT

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