COE denuncia demissões em massa no Santander e cobra suspensão imediata

COE do Santander cobrou a suspensão imediata de um processo de demissões em massa que estaria atingindo trabalhadores em diversas regiões do país. A representação dos empregados encaminhou manifestação formal à direção da instituição após receber relatos de desligamentos realizados no dia 2 de junho, especialmente envolvendo trabalhadores do cargo de Especialista de Atendimento.

Representação dos trabalhadores afirma que banco negou, em reunião realizada em maio, qualquer processo de extinção do cargo de Especialista de Atendimento; agora, relatos de desligamentos se multiplicam em todo o país

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander cobrou, nesta quarta-feira (3), do banco a suspensão imediata de um processo de demissões em massa que estaria atingindo trabalhadores em diversas regiões do país. A representação dos empregados encaminhou manifestação formal à direção da instituição após receber relatos de desligamentos realizados nesta terça-feira (2), especialmente envolvendo trabalhadores do cargo de Especialista de Atendimento.

Segundo a COE, os desligamentos ocorreram sem qualquer comunicação prévia ou negociação com a representação dos trabalhadores, desrespeitando o compromisso de diálogo permanente estabelecido entre as partes por meio do Comitê de Relações Trabalhistas, previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A preocupação da representação dos trabalhadores é ainda maior porque o tema foi levado à mesa de negociação na última reunião com o banco, realizada em 13 de maio. Na ocasião, a COE questionou rumores sobre a extinção do cargo de Especialista de Atendimento. De acordo com os representantes dos empregados, o negociador do Santander afirmou categoricamente que não havia qualquer processo de extinção do cargo e que eventuais movimentações seriam pontuais.

Para a coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, “o banco precisa esclarecer imediatamente o que está acontecendo e interromper os desligamentos”. Ela destaca ainda que “a adoção de medidas dessa natureza sem diálogo prévio também contraria o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a necessidade de participação das entidades representativas dos trabalhadores em processos de dispensa coletiva”.

A COE aguarda uma manifestação formal do Santander e reforça que continuará acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias para defender os empregos, o respeito à negociação coletiva e os direitos dos trabalhadores do banco.

Fonte: Contraf

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