Retransmitimos texto divulgado hoje no CNB Brasil, boletim diário disponível na home page da CNB-CUT: www.cnbcut.com.br
Dada a proximidade do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a nota sobre a pesquisa do Dieese e Fundação Seade é oportuna, uma vez que ilustra a condição ainda muito desigual da mulher no mercado de trabalho. Confira:
“O DIEESE e a Fundação SEADE divulgaram agora há pouco o resultado de uma pesquisa sobre as condições das mulheres no mercado de trabalho na região metropolitana de SP. De acordo com os dados, a participação da mão-de-obra feminina cresceu pelo quinto ano consecutivo. Os rendimentos das trabalhadoras, no entanto, continuam inferiores aos dos homens.
Do total da população feminina, cerca de 52% estão no mercado de trabalho. Em 1998, 50,8% das mulheres trabalhavam. Já a participação dos homens ficou praticamente estável em relação a 1998, passando de 73,3% para 73,4%.
Apesar do crescimento da participação feminina no mercado de trabalho, as mulheres continuam com salários mais baixos. Por hora, o rendimento das mulheres representa 76% do obtido pelos homens.
Marcha – Entre 8/3 e 17/10, acontece a Marcha Mundial de Mulheres, uma série de atividades promovidas em todo o planeta para chamar a atenção das autoridades para a pobreza, a violência sexista e a discriminação às quais a grande maioria das mulheres está submetida.
Iniciativa do movimento de mulheres de Quebec, no Canadá, a Marcha integra mais de duas mil organizações de 130 países. O objetivo: forçar os países a implementar políticas de combate à violência e à pobreza contra mulheres e garantir a elas o exercício de direitos básicos, como educação, emprego, igualdade salarial, moradia decente, saúde pública e segurança, entre outros.
A data de início da Marcha é o Dia da Mulher. No encerramento, em 17/10, serão realizadas simultaneamente atividades em diversos países e um ato central, em frente à ONU e ao Banco Mundial, nos Estados Unidos.”
fonte: AFUBESP