Associados voltam a receber contato de golpistas; veja cartilha da OAB para não ser enganado

Golpistas tentam usar fotos dos advogados da Afubesp para enganar associados, dessa vez a imagem usada é do Dr. Anselmo Silva. Esse tipo de golpe já é recorrente, infelizmente, e os canais de informação da Afubesp sempre alertam: não passe nenhum tipo de dado ou dinheiro para números estranhos que se passem como advogados da Afubesp. O Jurídico da entidade orienta ligar para o (11) 3292-1744 ou diretamente no departamento pelo e-mail [email protected]. Para ajudar, a entidade disponibiliza o guia produzido pela OAB para ajudar os associados a aprenderem como identificar e proceder nestes casos.

Novamente, golpistas tentam usar fotos dos advogados da Afubesp para enganar associados, dessa vez a imagem usada é do Dr. Anselmo Silva. Esse tipo de golpe já é recorrente, infelizmente, e os canais de informação da Afubesp sempre alertam: não passe nenhum tipo de dado ou dinheiro para números estranhos que se passem como advogados da Afubesp.

O Jurídico da entidade orienta ligar para o (11) 3292-1744 ou diretamente no departamento pelo e-mail [email protected]. Todo o cuidado é pouco!

Importante informar que nesta terça, dia 17 de março, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei (4709/25) que tipifica o crime de estelionato para aqueles que se passam por advogado para extrair dinheiro de pessoas, usando ilegalmente dados obtidos em processos judiciais. A proposta será enviada ao Senado.

Segundo o texto, o golpe do “falso advogado” passa a constar do Código Penal como um crime autônomo do estelionato, definido como a obtenção de vantagem fazendo-se passar por advogado ou outro profissional essencial à Justiça por meio do uso de dados ou informações extraídas de processo judicial.

 

Golpe já soma 4.388 denúncias, informa OAB

O golpe do falso advogado tem feito milhares de vítimas no Brasil e segue em crescimento. Somente no estado de São Paulo, a Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo (OAB SP) já contabilizou 4.388 denúncias relacionadas a esse tipo de crime, registrado em pouco mais de um ano e meio.

Na prática, criminosos se passam por advogados ou integrantes de escritórios de advocacia e entram em contato com pessoas que realmente possuem processos em andamento. Utilizando dados verdadeiros, como número do processo, nome das partes e até fotos do advogado, os golpistas informam, de forma falsa, que houve ganho de causa ou liberação de valores.

>>> Veja a cartilha da OAB sobre como proceder

Os criminosos criam um clima de urgência e solicitam que a vítima deposite parte do dinheiro para liberar o suposto valor judicial, sob o pretexto de custas, taxas ou “validação financeira”. Os depósitos, no entanto, são sempre direcionados a contas de terceiros, o que não é permitido na atuação profissional da advocacia.

Investigações recentes da Polícia Civil do Distrito Federal e de São Paulo resultaram na prisão de integrantes de quadrilhas especializadas nesse golpe. Em um dos casos, as vítimas chegaram a perder R$ 80 mil. Em outra investigação, ao menos 35 pessoas transferiram cerca de R$ 8 milhões aos criminosos.

Diante do avanço do crime, a OAB SP criou uma força-tarefa para enfrentamento do golpe do falso advogado. A entidade já ingressou com ações judiciais para exigir que operadoras de telefonia implementem medidas protetivas digitais contra números utilizados em fraudes e lançou um manual de orientação, já disponível, com dicas práticas para evitar cair no golpe.

Segundo o presidente da Comissão da Força-Tarefa para Enfrentamento do Golpe do Falso Advogado, Eduardo Ferrari, a principal recomendação é que a pessoa confirme sempre a informação diretamente com seu advogado de confiança, preferencialmente por canais já conhecidos ou de forma presencial.

Ele alerta que há sinais claros de fraude. O primeiro é o contato feito por um número de telefone que não pertence ao advogado ou ao escritório, ainda que o golpista utilize fotos reais do profissional ou do ambiente de trabalho para dar credibilidade à abordagem.

O segundo ponto de atenção é o pedido de pagamento para liberação de valores, o que não existe na prática da advocacia. Por fim, o golpe se confirma quando há a solicitação de depósito em conta de terceiros, conduta que não é adotada por advogados.

“Se o contato vier de um número diferente, a orientação é interromper a conversa, não atender às solicitações e não dar sequência ao contato”, reforça Ferrari.

Afubesp com informações OAB
Imagem gerada por IA (ChatGPT), 2026

 

 

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