Apesar de lucro, bancos continuam diminuindo vagas

Apesar de os balanços divulgados pelos bancos até o momento (Bradesco, Santander, Itaú e Banco do Brasil) darem conta de resultados na casa dos R$ 29,8 bilhões, crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado, as instituições financeiras continuam cortando postos de trabalho. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o saldo de contratações e demissões no mês de julho foi péssimo para a categoria, com déficit de 3.069 vagas. No acumulado do semestre, este número chega a 5.864 cortes.

Tiveram um peso muito grande nesse resultado os programas de incentivo à aposentadoria dos bancos públicos: PAI (Plano de Aposentadoria Incentivada), do Banco do Brasil, e o PAA (Plano de Apoio à Aposentadoria), da Caixa. Os dados do Caged apontam que a grande maioria dos desligados em julho (4.265), possui entre 50 e 64 anos.

“Só no primeiro semestre o BB dispensou cerca de 5.300 pessoas, que se aposentaram por conta do PAI [Plano de Aposentadoria Incentivada]. Portanto, o número de trabalhadores é insuficiente, as agências estão caóticas, o atendimento aos clientes está precário e os bancários estão sobrecarregados e pressionados a cumprir metas cada vez maiores”, conta o dirigente sindical e funcionário do Banco do Brasil João Fukunaka.

“Defendemos e lutamos diariamente pela convocação de concursados aprovados nos concursos do banco público para a melhoria dos serviços prestados à população, sem sobrecarregar ou desfalcar agências e departamentos”, reforça Dionisio Reis, diretor do Sindicato e empregado da Caixa.

Salários menores – Outro dado demonstra a forma como os bancos maximizam ainda mais seus lucros com a redução de despesas na folha salarial: a diferença de salários entre trabalhadores desligados e contratados. Em julho, os ingressantes no setor financeiro entraram recebendo em média 46% do que ganhavam os desligados.

“Queremos avançar na questão do respeito aos empregos na Campanha 2015 e da contratação de mais bancários para melhorar as condições de trabalho e atendimento. Não tem porque um setor que ganha tanto terceirizar, usar a rotatividade, a tecnologia para demitir e reduzir custos”, enfatizou a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, na primeira rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2015, que tratou justamente do tema emprego (clique aqui), prioridade da categoria este ano.
 
 
Seeb-SP

Siga as redes

Canais de comunicação

Outras Notícias

Lucro do Santander cai 9,5% no primeiro semestre, enquanto banco elimina mais de 6,5 mil empregos

Santander tenta intimidar Previc na Justiça para se eximir de obrigações com o Banesprev

São Paulo amplia vacinação contra o sarampo a partir desta segunda (3)

Agosto Lilás: a violência contra a mulher nem sempre deixa marcas visíveis

Vitória completa! Eleitos todos os candidatos da chapa Em Defesa do Banesprev

Boletim Informativo

Lucro do Santander cai 9,5% no primeiro semestre, enquanto banco elimina mais de 6,5 mil empregos

Ativa Notícias Últimas

Santander tenta intimidar Previc na Justiça para se eximir de obrigações com o Banesprev

Banesprev Notícias

São Paulo amplia vacinação contra o sarampo a partir desta segunda (3)

Notícias Últimas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *