O Brasil está envelhecendo rapidamente, e dados recentes do IBGE mostram isso: os idosos devem representar uma parcela cada vez maior da sociedade nas próximas décadas. Em um cenário como esse, seria esperado que políticas de proteção, acolhimento e garantia de direitos acompanhassem essa transformação demográfica.
Mas o que aposentados e pensionistas do antigo Banespa enxergam hoje é outro movimento, graças ao desrespeito que já virou marca registrada do Santander que dá mais valor aos cifrões do que à pessoa humana.
O debate sobre violência contra idosos também aparece em outro processo que afeta diretamente os banespianos e a população em geral, que é o fechamento contínuo de agências bancárias e a redução do atendimento presencial.
Enquanto o Santander registrou lucro líquido gerencial de R$ 3,788 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o banco manteve sua política de enxugamento da estrutura física. Em doze meses, foram fechados cerca de 260 pontos de atendimento e eliminados mais de 6 mil postos de trabalho.
Para a Afubesp, a lógica de maximização do lucro tem produzido impactos especialmente severos sobre a população idosa. A substituição acelerada do atendimento presencial por canais digitais dificulta o acesso de muitos idosos a serviços bancários, amplia a exposição a golpes e reduz o atendimento prioritário e humanizado garantido por lei.
Na avaliação da entidade, excluir idosos do acesso pleno a serviços essenciais também configura uma forma de violência. O Sindicato dos Bancários de São Paulo colhe assinaturas contra o fechamento de agências (clique aqui para participar).
“Não se trata apenas de tecnologia. Existe uma parcela enorme da população idosa que precisa de acolhimento, orientação e segurança para resolver questões financeiras e de saúde. Quando o atendimento presencial desaparece, essas pessoas ficam mais vulneráveis”, afirma Maria Rosani.
Além da evidente exclusão bancária em um cenário de tendência de envelhecimento da população brasileira, a Afubesp também destaca a defesa da governança da Cabesp e contra a proposta de alteração estatutária proposta pela presidência da entidade. Essa mudança reduz a participação dos associados, que construíram há 60 anos o plano, e abre espaço até mesmo para uma futura retirada de patrocínio do Santander. Vale lembrar que o banco possui obrigação futura com os associados, até a última vida.
Mais do que agressões físicas ou abandono, a entidade chama atenção para situações que produzem insegurança, perda de autonomia, fragilização de direitos e exclusão social. Das atitudes sorrateiras às mais públicas, a Afubesp procura na campanha deste ano ampliar a compreensão sobre o que significa a violência contra idosos no Brasil de hoje.
Santander, respeite quem construiu sua história!