Protesto contra as más práticas do Santander segue e chega à Torre

O Sindicato dos Bancários de São Paulo segue mobilizando e desta vez protestou na Torre, edifício sede do banco Santander, em São Paulo contra as demissões, fraudes na contratação de trabalhadores e fechamento de agências. O ato desta quarta 28, contou com um ato lúdico chamado de a ‘Cartomante Vidente: tirando a sorte para o bancário’, que de forma clara e objetiva, denunciava as más praticas da instituição espanhola no Brasil.

A ação faz parte do calendário da campanha a nível nacional iniciada no final de 2024.

Durante o ato houve a distribuição de materiais impressos eu explicam para os trabalhadores, inclusive os terceirizados, que mostra as cobranças do movimento sindical para o Santander respeite os direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e pelo Acordo Coletivo Específico (ACT) do banco, além da responsabilização do banco por práticas abusivas e ilegais. No material também há informações sobre a luta pela representação de todos os trabalhadores do conglomerado Santander, que exercem atividades típicas de bancários e devem estar resguardados pelas mesmas garantias previstas na convenção nacional da categoria.

“É lamentável a gestão praticada pela direção do banco Santander no Brasil, uma vez que precariza as condições de trabalho ao transferir e eliminar mais de 18 mil postos de trabalho para outras empresas do conglomerado Santander sem a representação dos mesmos direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) na categoria bancária. Outra crítica bastante grande é a redução das agências bancárias, reduzindo o atendimento à população, uma vez que ele atua no Brasil como uma concessão pública e deve prestar esse serviço indistintamente a todos os seus demais clientes. Continuaremos firmes nessas mobilizações buscando representar todos os empregados do ramo financeiro como também da categoria bancária para fortalecer e melhorar as condições de trabalho nacionalmente”, reforçou Wanessa Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e dirigente da Afubesp.

Lucro às custas de fraude

De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Santander lucrou R$ 2,26 bilhões no primeiro trimestre de 2024 no Brasil. A receita com a cobrança de tarifas e prestação de serviços alcançou R$ 5,9 bilhões — valor que cobre mais de duas vezes a folha de pagamento total do banco. Ou seja, o banco arrecada muito mais com tarifas do que investe em sua principal força: os trabalhadores.

Apesar disso, a instituição segue fechando postos de trabalho e agências. Segundo dados do Banco Central, em 2023 o Santander encerrou quase 100 agências no país. A maior parte desses fechamentos atingiu regiões periféricas, ampliando a exclusão bancária e comprometendo o atendimento à população, sobretudo nas áreas que mais dependem do serviço bancário presencial.

 

 

SPBancários
Fotos: Junior Silva (Afubesp)

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