COE Santander inicia negociações do acordo aditivo com o banco

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander deu início às negociações do acordo específico com o banco, na tarde desta terça-feira (16), e reafirmou sua postura na defesa dos direitos dos trabalhadores.

A coordenadora da COE, Wanessa Queiroz, destacou que “é inegociável qualquer retirada de direito”, ao reforçar a prioridade em discutir novas cláusulas para a proteção dos empregados.”Estamos iniciando hoje e nossa prioridade é discutir as cláusulas novas. Queremos discutir cláusula a cláusula, independentemente de serem parecidas com as debatidas pela Fenaban”, afirmou a também dirigente da Afubesp. A coordenadora solicitou ainda a definição de um calendário para as negociações, a serem realizadas nos meses de julho e agosto, para garantir diálogo contínuo e eficaz.

Um dos principais temas debatidos durante o encontro foi a questão do emprego. O movimento sindical cobrou o fim das demissões e os números de agências, postos de atendimentos bancários (PABs), funcionários e terceirizados. A pressão para a manutenção dos postos de trabalho e a garantia de direitos são pilares fundamentais para a COE nesta rodada de negociações.

Adiretora financeira da Afubesp e secretária de Relações Internacionais e representante da Contraf-CUT nas negociações com o Santander, Rita Berlofa, destacou a importância de não apenas manter, mas ampliar os direitos dos trabalhadores. “Nós não queremos que mude o que tem, nós queremos que amplie para novos direitos dos trabalhadores.”

Ela enfatizou a questão das demissões e das contratações fraudulentas como um problema crítico. “Na hora do emprego, nós deixamos bem claro o seguinte: a redução de trabalhadores bancários se dá de duas formas no banco, uma é pela demissão imotivada e a outra pela contratação fraudulenta de mão de obra, onde um trabalhador deixa de ser bancário e passa a atuar numa empresa coligada do banco, sem direitos, sem os benefícios, enfim, sem os direitos da categoria bancária e com salários reduzidos.”

Wanessa Queiroz mencionou o clima de apreensão entre os trabalhadores. “56% dos trabalhadores do Santander hoje vivem um clima extremamente apreensivo, medo da demissão e medo da contratação fraudulenta de mão de obra. Reafirmamos que esse sentimento de medo não é bom e precisa mudar.”

Rita Berlofa finalizou ao destacar a disposição para negociar e desafiou o banco a buscar alternativas viáveis. “Nós colocamos ao banco que precisamos encontrar alternativas que não sejam a simples demissão ou essa contratação fraudulenta de mão de obra. Estamos dispostos a negociar alternativas para isso e desafiamos o banco a negociar isso conosco. Pedimos também que o banco nos apresente, na próxima reunião, os números de desligados da categoria, de admitidos como bancários e admitidos como terceirizados das empresas coligadas.”

As próximas reuniões serão realizadas nos dias 26 de julho e 2 e 9 de agosto, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo.

Contraf-CUT

Siga as redes

Canais de comunicação

Outras Notícias

O que está em jogo na AGE da Cabesp? Afubesp realiza live de esclarecimento nesta quarta (17)

Entidades reivindicam inclusão de proposta de reforma estatutária construída pela representação

Santander parece não se importar com a população idosa ao empurrar seus clientes para atendimento digital

AGE Cabesp: Tudo sobre a reforma estatutária em um só lugar

Atriz Luana Piovani se manifesta sobre Cabesp e critica ataques do Santander contra banespianos e idosos

Boletim Informativo

O que está em jogo na AGE da Cabesp? Afubesp realiza live de esclarecimento nesta quarta (17)

Cabesp Notícias Saúde e Previdência

Entidades reivindicam inclusão de proposta de reforma estatutária construída pela representação

Cabesp Destaques Notícias

Santander parece não se importar com a população idosa ao empurrar seus clientes para atendimento digital

Notícias Videos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *