Em tempos de declaração de imposto de renda (IR), a Afubesp sempre recebe muitos questionamentos sobre como colocar no documento a contribuição extraordinária paga pelo Plano II a fim de deduzir estes gastos. E, não raro, chegam comentários sobre cair na malha fina por conta de inserir esses dados na declaração.
Na tentativa de elucidar a questão, a Afubesp conversou com contabilistas e uma informação é unânime: se os dados fornecidos na declaração da Pessoa Física forem divergentes do que as empresas fornecem (como o Banesprev) é praticamente certo que o caso vai parar na malha fina.
Um outro motivo que leva os contribuintes a terem que comprovar seus rendimentos e deduções é quando a Receita Federal precisa usar sistemas externos para cruzar dados.
Já sabendo que a questão causa muitas dúvidas nos associados, a associação sempre mantém em sua sede o Plantão do IR, que este ano, ficou disponível de março a maio, atendendo por telefone e presencialmente na sede da entidade.
Maria Aparecida Lima Pereira, da RC Assessoria, foi uma das profissionais que atendeu os associados este ano. De acordo com ela, a maior parte dos questionamentos recebidos foi em relação a como inserir os dados e o porquê de ter caído na malha fina nos anos anteriores.
A contadora explicou que, embora os associados da Afubesp estejam cobertos pelos mandados de segurança obtidos pelo Jurídico da entidade em 2018 (aposentados) e em 2021 (ativa), que permitem inserir o que foi pago a título de contribuição extraordinária nas suas declarações anuais, a Receita Federal segue não reconhecendo porque o Banesprev não comunica da mesma forma.
“Houve casos de pessoas que não caiam na malha fina, mas agora estão, há quem desconhecia que estava na malha e descobriram apenas este ano. Para resolver é preciso fazer o processo digital, apresentar os mandados de segurança, o próprio informe de rendimento do Banesprev, além de documento pessoal. E, nos casos das pessoas que receberam notificação da Receita, é entrar com impugnação”, orienta Maria Aparecida. Depois é preciso acompanhar para responder aos chamados do órgão ou contratar um profissional da área que fique sempre atento à questão.
Ela também explica que as constantes caídas na malha fina só vão parar de ocorrer, provavelmente, ao final das ações judiciais que ainda estão tramitando, e tem se saído vitoriosas até aqui.
Importante salientar que a revisão do entendimento da Receita Federal, que não permite o uso da contribuição extraordinária como dedutível na declaração de IR, tem se tornado cada vez mais frequente na Justiça Federal. No entanto, há situações diferentes para algumas pessoas.
“Quando o associado solicita os documentos para apresentar na malha fina sempre encaminhamos uma declaração informando que o mesmo participa da ação coletiva exatamente para evitar problemas”, comenta o advogado da Afubesp Marcelo Armellini, que completa: “além disso, acompanhamos a situação daqueles que nos procuram para dar suporte até com outra ação judicial contra a Receita Federal, se necessário, pra suspender as penalidades enquanto julga em definitivo a ação da Afubesp”.
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Uma resposta
gostaria de saber como proceder na confeccao de minha declaracao de irrf, estou na malha fina..,referente as acoes sobre contribuicoes extraordinaria do banesprev.
Aguardo pronunciamento de V.Sras.
Carlos Roberto Canabarro
Olá, Sr Carlo Roberto
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