Banqueiros marcam nova negociação para esta sexta

Os avanços nos debates sobre saúde, condições de trabalho e assédio moral apontavam para uma mudança de postura dos banqueiros. Mas não foi isso que aconteceu e tão logo começaram as discussões sobre cláusulas econômicas, os representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) quebraram o compromisso de negociar com seriedade e voltaram à velha enrolação. No final da tarde de quinta, 20, depois de outra rodada sem resultados, os banqueiros pediram mais uma negociação. Os bancários aceitaram, com a condição de que seja apresentada proposta. A reunião foi marcada para as 16h desta sexta, dia 21.

“Na quinta os patrões tinham que apresentar proposta e não trouxeram nada. Pediram uma nova rodada para sexta. Vamos lá, mas já está claro: se não tiver proposta decente, os bancários vão parar”, diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, que participa das negociações.

O dirigente relata que o Comando Nacional dos Bancários fez sua parte: na primeira rodada de cláusulas econômicas, no dia 5, apresentou argumentações e fundamentou as reivindicações de aumento real, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior, valorização dos pisos, 13ª cesta-alimentação, remuneração variável. Os banqueiros deveriam voltar no dia 13 com uma proposta, mas empurraram para o dia 18 e nada. E finalmente nesta quinta, dia 20, na última rodada de negociação programada, eles anunciaram que não pretendem gastar mais do que no ano passado no pagamento dos reajustes.

“Isso é inaceitável”, rebate Marcolino. “Informamos aos banqueiros que os trabalhadores apostaram no processo negocial e tiveram uma atitude madura na tentativa de resolver essa campanha de forma tranqüila. Mas por culpa deles o rumo vai mudar: os patrões estão tirando os bancários da mesa de negociação para a greve”, completa o dirigente.

Mobilização
– Os trabalhadores permanecerão mobilizados. Nos próximos dias, a exemplo da última semana, serão feitas atividades de protesto em variados pontos da cidade.

E no dia 25, uma plenária com dirigentes de sindicatos de todo o Brasil será realizada em São Paulo, na Quadra, para avaliar o movimento. E no dia 27, em todo o país, assembléias deverão indicar a paralisação da categoria no dia 28 por 24 horas.

fonte: Seeb SP

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