Bancários querem 5% de aumento real

Trabalhadores defendem reajuste salarial de 13,23% como proposta de reivindicação para a campanha nacional

Os bancários do estado de São Paulo defendem reajuste salarial de 13,23% como proposta de reivindicação para a Campanha Nacional 2008. O índice representa aumento real de 5%, para uma inflação projetada de 7,83% – com base no ICV – no período de 2007 a agosto de 2008. Os trabalhadores querem também uma PLR maior, ampliação do piso, além de reajuste maior para o vale-alimentação e para o vale-refeição, como forma de compensar a alta dos alimentos que puxou a inflação.

As propostas de reivindicações foram aprovadas na 10ª Conferência Estadual dos Bancários, realizada neste sábado, 19, na capital paulista. A pauta aprovada será encaminhada à Conferência Nacional dos Bancários que acontece entre os dias 25 e 29 deste mês, em São Paulo. Lá serão apreciadas todas as propostas trazidas pelas federações, que serão convertidas em uma pauta final de reivindicações a ser encaminhada a Fenaban (Federação dos Bancos).

“A situação dos bancos brasileiros vai muito bem, temos que dar menos atenção à economia internacional. Os banqueiros têm condições de atender às reivindicações da categoria de aumento real, reajuste maior para o vale-alimentação e valorização dos pisos”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Ele destaca que as operações de crédito no sistema financeiro passaram de R$ 738,46 bi, em janeiro de 2007, para R$ 1,044 tri, em maio de 2008, crescimento de 41,43 %, atingindo 36% do PIB. “A receita de prestação de serviços subiu significativamente, apesar das novas regras de regulação das tarifas, que não prejudicaram o lucro dos bancos, como os banqueiros apontavam”, destaca.

Confira abaixo as principais reivindicações dos Bancários de São Paulo:

Índice – 13,23% (Inflação mais 5% de aumento real) para os salários e demais verbas de natureza salarial exceto para:

– Vales alimentação e refeição – reajuste superior ao índice de 13,23%;

– Auxílio-creche – Salário Mínimo (R$ 415);

– Participação nos Lucros e Resultados (PLR) – Maior e com formato simplificado;

– Pisos salariais – Valorização dos pisos;

– Plano de Cargos e Salários (PCS) – Instituição em todos os bancos, a partir de negociação com representantes sindicais. O PCS já está implementado no BB, CEF e Nossa Caixa;

– Remuneração variável – Contratação da remuneração total e com a incorporação de parte da remuneração variável aos salários;

– Novas conquistas – Como na campanha de 2007 (quando houve a incorporação da 13ª Cesta) é fundamental que seja agregada à Convenção Coletiva uma nova conquista.

Saúde

– Fim da metas abusivas e do assédio moral – As metas passariam a ser definidas com o movimento sindical, a partir do local de trabalho – agências ou departamentos – e levando em consideração a região, o porte das agências, o número de funcionários, a base de clientes e o perfil econômico local. Seriam obrigatoriamente coletivas e não individuais considerando a região e número de clientes. Deve ocorrer a redução das metas quando houver a diminuição de trabalhadores.

Igualdade de oportunidades

– Ampliação da licença Maternidade para 180 dias;

– Ampliação de licença amamentação de seis meses para nove meses;

– Ampliação de Licença Paternidade de cinco para 10 dias, após o nascimento, além da criação de Licença Paternidade de 180 dias, após a licença maternidade.

Emprego

– Ratificação da convenção 158;

– Cumprimento da jornada de 6 horas;

– Redução da jornada para 5 horas com dois turnos e ampliação de atendimento bancário;

– Garantia de emprego;

– Contratação de mais funcionários, estabelecendo efetivo mínimo para o atendimento aos clientes;
– A aplicação de programas de aprendizagem no sistema financeiro só se dará com idade mínima de 18 anos e com a garantia dos mesmos direitos da categoria.

credito: 1
data: 21/07/2008

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