Banespianos e familiares denunciam angústia e risco à saúde diante da ameaça de retirada de patrocínio pelo Santander

“Trabalhei por mais de 30 anos confiando que teria uma aposentadoria tranquila. Agora, vivo com medo do futuro.” O desabafo é de João Batista (nome fictício), um dos milhares de aposentados do Banesprev que vivem dias de angústia com a possibilidade de o Santander retirar o patrocínio do fundo de previdência criado para garantir uma complementação vitalícia à aposentadoria dos ex-funcionários do Banespa.

Os relatos foram retirados de redes sociais.

Desde que o banco iniciou as movimentações para encerrar o vínculo com o Banesprev, aposentados e familiares relatam um aumento significativo na ansiedade, depressão e outros problemas de saúde relacionados ao estresse crônico. A insegurança financeira, que paira sobre quem sempre contribuiu com o fundo durante a vida ativa, se tornou uma ameaça real à estabilidade emocional e física dessa população já vulnerável.

Mais fatos que corroboram a violência contra idosos e mostram que o banco espanhol não se intimida a desrespeitar pessoas mais velhas e fragilizadas.

Risco real e imediato

Dona Lúcia Andrade (nome fictíicio) sofre de hipertensão e diabetes. Ela conta que, desde que começou a acompanhar as notícias sobre a tentativa do Santander de romper com o Banesprev, passou a ter dificuldades para dormir. “Comecei a ter crises de pânico. Eu não sei como vou pagar a Cabesp e meus remédios se minha renda diminuir”, diz ela. Casos como o de Lúcia se multiplicam em relatos enviados às entidades de representação dos aposentados. Filhos e netos também se manifestam, denunciando o sofrimento dos pais e avós, que sempre contaram com a estabilidade da complementação para manterem sua dignidade na velhice.

Desmonte de um direito construído com trabalho

Criado como forma de assegurar uma aposentadoria digna aos banespianos, o Banesprev sempre foi resultado da contribuição mútua entre trabalhadores e o patrocinador. A tentativa de retirada de patrocínio pelo Santander representa não apenas uma ruptura desse pacto, mas também o desmonte de um modelo que foi construído com décadas de dedicação ao serviço bancário.

“Meu pai sempre foi extremamente responsável com suas obrigações. Agora, passando chegando aos 70 anos, ele chora de medo de não conseguir mais viver com dignidade”, conta Adriana Silva (nome fictício), filha de um aposentado.

Consequências que vão além do financeiro

Especialistas em saúde pública alertam que, para as pessoas 60+, , a perda de estabilidade e a insegurança podem desencadear sérios efeitos colaterais. “A ameaça de corte de rendimentos em pessoas idosas têm relação direta com o agravamento de doenças cardiovasculares, depressão e perda de autonomia”, explica a geriatra e pesquisadora Marina Lopes. “Estamos falando de um impacto coletivo que pode gerar ainda mais custos ao sistema de saúde.”

Vidas não podem ser decididas com canetadas

As denúncias feitas pelos aposentados e seus familiares revelam o drama silencioso de quem ajudou a construir o patrimônio do Banespa, e, depois da privatização, lucros que representam a maior fatia fora do país de origem – e agora se vê ameaçado por uma postura que despreza o pacto intergeracional. A mobilização contra a retirada de patrocínio cresce a cada semana, com apoio da Afubesp e sindicatos, que continuam pressionando órgãos reguladores como a Previc e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entre muitas outras ações.

Letícia Cruz – Afubesp

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Respostas de 8

  1. Eu já tenho problema psiquiatrico e não aguentei a pressão do banco central e embora casada na época quem sustentava a casa era eu. Agora tenho um filho de 31 anos e continuo sustentando ele e a casa sozinha, inclusive o tratamento dele. Faz tempo que o Santander nos ameaça mas agora com quase 68 , com saúde mental e física muito precária não vejo saída sem a complementação 😭

  2. Eu sou uma aposentada do Banespa e estou preocupadíssima com a retirada do patrocínio, não terei como pagar plano de saúde, não sei o que fazer 😔

  3. Né brinquedo, não, Mancambira. O cara pagar toda uma vida um fundo de previdência complementar e depois o estado vende o banco para empresa privada que agora se recusa a patrocinar os empregados. E qual a solução DIdi? A solução é os ex-empregados domésticos Banesp entrarem com ação contra o Santander e o Estado de São Paulo para garantir seus direitos. Visitem o blogue Noite em Paris Deus Carmo.

  4. Viu pessoal do Banespa !!! Eu que sou pensionista com Deficiência, da antiga TELESP, também ocorre algo semelhante !!! Pois a Bradesco Saúde nega psicoterapia as Pessoas com Deficiência !!! Muitos eram da extinta SEMEAR, que era o equivalente a Apabex de vocês !!! E foi para isso que privatizaram tanto a TELESP quanto o Banespa ?? Para chegar na 3° idade ou ter deficiência e ficarmos na mão ??

  5. Sou aposentada e me orgulho de ter sido uma Banespiana. Hoje, decepcionada com a postura do Santander e com a dificuldade de reverter essa situacao, o que vem causando transtornos na vida de funcionarios que deram a vida pelo Banco. Se e um direito adquirido e, consta do contrato de compra e venda, espero que as Associacoes e Sindicatos etc… que tem o proposito de defender os nossos direitos e, que pagamos por isso, encontre uma solucao URGENTISSIMA para
    essa vergonha que o Santander vem amedrontando, nos aposentados. Nos como Banespianos, vamos lutar Juridicamente e seremos vitoriosos. Nos fazemos o possivel, mas Deus faz o impossivel.

  6. Eu tenho 67 anos sou rimio de família,minha esposa tem depressão e também toma outro remédio psiquiátrico são caros a rede pública não fornece, minha Filha tem autismo severo em Guarulhos não tem tratamento com a rede da CABESP. todos os tratamentos em São Paulo,e remédios caro , fico dependendo desta complementação.

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