Bancários negociam emprego com Fenaban nesta quarta e quinta

O Comando Nacional dos Bancários negocia emprego com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta quarta e quinta-feira, dias 8 e 9, em São Paulo. Essa será a terceira rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2010. Os sindicatos acompanham a negociação promovendo nesta quarta um dia nacional de luta pelo emprego, pressionando os bancos a atenderem as reivindicações da categoria.

Nas rodadas anteriores foram discutidas as demandas de saúde, segurança e condições de trabalho, com poucos avanços. As questões de remuneração, que incluem o reajuste salarial de 11%, serão negociadas na próxima semana. A database dos bancários é 1º de setembro.

No primeiro semestre deste ano, os bancos lucraram R$ 24,7 bilhões, mas somente criaram somente 9.048 novos postos de trabalho, conforme a Pesquisa do Emprego Bancário, feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Dieese, com base nos dados do Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.

“A geração de empregos vem sendo travada pela rotatividade que os bancos praticam para reduzir os custos e turbinar os lucros”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. Conforme a pesquisa, em um ano e meio os bancos desligaram 48.295 empregados, o que representa mais de 10% da categoria. “Muitos trabalhadores foram dispensados porque não cumpriram as metas abusivas para a venda de produtos, enquanto outros pediram demissão porque não suportaram o assédio moral e as precárias condições de trabalho, que tem trazido estresse e adoecimento”, salienta.

“Esse aumento da rotatividade reduziu a massa salarial da categoria, aumentando ainda mais os lucros dos bancos. A remuneração média dos admitidos nos primeiros seis meses de 2010 foi 38,04% inferior à dos desligados e as mulheres continuam recebendo salários inferiores aos dos homens nos bancos”, denuncia Carlos Cordeiro.

Para o dirigente sindical, é necessário acabar com essa rotatividade e ampliar a geração de empregos. “Os bancários querem proteção contra demissões imotivadas, conforme estabelece a Convenção 158 da OIT, mais contratações, melhores condições de trabalho, igualdade na remuneração, reversão das áreas terceirizadas e fim dos correspondentes bancários mediante substituição por agências e postos de atendimento”.

Contraf CUT

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