Show de estrela do pop internacional tem protesto contra política desumana do Santander

Um protesto espontâneo e sem assinatura contra o Santander chamou atenção no último final de semana, em Brasília. Na entrada do estádio Mané Garrincha, onde a cantora Katy Perry fez seu show na sexta-feira, 19, foram distribuídos panfletos com críticas ao banco, que patrocina a turnê da artista no Brasil.

Em forma de leque, o material continha a frase em inglês: “Your main sponsor doesn’t respect their own workers” (Seu patrocinador principal não respeita seus próprios trabalhadores, em tradução livre). A foto é de autoria Kebec Nogueira/Metrópoles.

O assunto foi tema de matéria no portal Metrópoles que ainda traz a informação de denúncia apresentada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, em conjunto com a deputada federal Érika Kokay (PT-DF) e com o deputado distrital Chico Vigilante (PT), na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça.

O documento aponta práticas como o fechamento em massa de agências e terceirização irregular de serviços essenciais. Segundo a matéria, o texto protocolado aponta que as medidas estariam sendo implementadas pelo Santander desde 2020 e que as mudanças não teriam sido acompanhadas pela adequada compensação por canais de atendimento equivalentes, afetando, principalmente, populações de baixa renda e com acesso limitado a tecnologias digitais.

De acordo com o Sindicato, a redução no número de unidades, o atendimento bancário perde qualidade, as filas aumentam e o tempo de espera se torna excessivo. Muitos clientes são forçados a se deslocar para outras agências, já que aquela onde mantinham conta ou que era mais próxima de sua residência ou trabalho teve seu prefixo transferido – situação que afeta principalmente idosos beneficiários da previdência, que enfrentam dificuldades para se locomover.

“Ao mesmo tempo, ainda segundo a denúncia à Senacon, a terceirização sistemática das atividades do banco, com a criação e utilização de empresas com CNPJs distintos e com Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) distinta da atividade bancária, fragiliza as estruturas de atendimento ao consumidor, além de diminuir o vínculo com os canais tradicionais de supervisão e responsabilização do setor bancário”, diz a matéria.

Afubesp com informações do Portal Metrópoles e Bancários DF
Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

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