Esporte Clube Banespa tem respiro após suspensão de pedido de reintegração de posse ao Santander

O Esporte Clube Banespa, tradicional associação esportiva de São Paulo, fundado por funcionários do antigo Banespa, assegurou uma vitória diante da ameaça de possível reintegração de posse. Em sua luta pela permanência, o clube obteve liminar no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para suspender a liminar que determinava a reintegração de posse da área em favor do Santander.

Com um contrato válido até 2030 previsto no edital de privatização, o clube enfrenta a tentativa do banco de romper o acordo e assumir o controle da área ameaçado por uma cláusula sobre falta de manutenção do espaço. Esta decisão coloca em risco não apenas a existência do clube, mas também afeta diretamente os mais de 10 mil associados e 2 mil dependentes, além das centenas de crianças atendidas pelos setores esportivo e cultural do EC Banespa.

Além disso, muitos moradores que residem nas proximidades do clube enfrentariam dificuldades adicionais caso o Esporte Clube Banespa fosse realocado para outro local, o que ressalta ainda mais a importância de sua permanência.

O clube faz parte da história de São Paulo, do Banespa, dos banespianos e até mesmo do esporte brasileiro. É referência nos times de Vôlei e Futsal. De lá, saíram nomes importantes do futebol como Roberto Rivellino, que possui escola de formação no clube, assim como o ex-goleiro Zetti.

“Esse conflito só revela os interesses das construtoras em lucrar. Embora o espaço seja privado, o clube é patrimônio da cidade. Então é impensável, por exemplo, demolir a Torre do Banespa. Minha sugestão é transformar a área em um parque público como o Parque Augusta”, relata Paulo Salvador, dirigente da Afubesp, que expõe a ganância das construtoras na esteira do Plano Diretor. O imóvel é atualmente avaliado em R$ 250 milhões – embora apólice de seguro contratado pelo banco conste R$ 1,2 milhão.

Vale destacar que esta não é a primeira investida do Banco Santander contra o clube. Em 2021, a instituição financeira tentou descaracterizar o espaço mudando o nome do Esporte Clube Banespa para “Esporte Clube Santander”, ação que gerou rejeição por parte dos associados.

Diante da incerteza do futuro do clube, o advogado e procurador-geral do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado de São Paulo Wilson Marquetti Junior explica a posição jurídica. “O Santander não tem qualquer direito nessa ação. O contrato está vigente e tem que ser cumprido”, avalia.

O Esporte Clube Banespa aguarda a resolução definitiva do processo, enquanto reforça sua importância histórica e social para a cidade de São Paulo. A luta pela preservação do clube e de seu legado continua.

 

Gabriela Almeida – Afubesp

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Respostas de 11

    1. O E.C.Banespa deve ser mantido assim como está. É um patrimônio da cidade de São Paulo, faz parte da história da cidade.

  1. O clube Banespa é o melhor clube, para treinar natação ,em São Paulo.
    Agradeço a toda diretoria ,funcionários e associados pela minha conquista em aguas abertas, no mar de Bertioga em 24/03/2024 em que me tornei campeã nos 3000 metros.
    Banespa, sempre, Banespa !!!

  2. É um absurdo, este grupo financeiro querer tomar posse do E.C
    Banespa, quando vê querem tomar posse da colônia AFABESP, chegou o momento de arregaçar as mangas e irmos a guerra, pois todos sabem o que estamos passando com o Satã der, não nos desanimemos, a a luta é nossa…

  3. EU PRECISO SABER,O QUE ACONTECE COM OS TERCEIROS DO ESPORTE CLUBE BANESPA??
    ELES TEM FAMÍLIA,FILHOS QUE DEPENDEM DELES.ELES, VÃO SER JOGADOS FORA,COMO SE JOGA LIXO,DENTRO DO SACO PARA LIXO E COLOCA NA LIXEIRA,OU NA RUA?? QUAL A RESPONSABILIDADE O SANTANDER VAI TER COM OS TERCEIROS??

    1. Olá, Sra Leonora. Infelizmente, o banco Santander não tem e não terá responsabilidade com os trabalhadores terceirizados, caso o ECB seja vendido.
      Nossa luta, como parceiros do clube, é pela manutenção tanto do patrimônio físico, como do patrimônio humano do mesmo.
      Atenciosamente, Equipe Afubesp

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