Dica Cultural: No Halloween, explore a história e o mistério dos lugares “mal-assombrados” do centro de São Paulo

Celebrado no dia 31 de outubro, o Halloween — ou Dia das Bruxas, como é conhecido no Brasil — traz tradições de terror e lendas que, com o tempo, se popularizaram por aqui. No centro histórico de São Paulo, alguns locais ganharam fama de “mal-assombrados” por causa de suas histórias e lendas urbanas que atravessam décadas.

Para quem gosta de uma experiência repleta de história e mistério, esses lugares no centro de São Paulo oferecem um roteiro que mescla cultura, arquitetura e lendas urbanas.

 

Edifício Martinelli

Foto: Ana Mello

Inaugurado em 1929, o Edifício Martinelli foi o primeiro arranha-céu da América Latina e é uma das construções mais icônicas de São Paulo. Projetado pelo imigrante italiano Giuseppe Martinelli, o prédio representa o auge da modernidade urbana. Entretanto, durante a Grande Depressão e nos anos de abandono que se seguiram, ele abrigou pensões e ocupações temporárias que resultaram em marcas de deterioração e histórias sombrias. Suicídios, crimes não resolvidos, tráfico de drogas e relatos de prostituição no edifício ao longo dos anos contribuíram para a reputação de lugar “amaldiçoado.”

Atualmente, o Martinelli é um ponto turístico que oferece visitas guiadas, permitindo que os visitantes conheçam o terraço com vista panorâmica da cidade. O topo do prédio também tem sido palco de festas eletrônicas, rodas de samba, bailes de house e rap e baladas com DJs.

Localização: Rua São Bento 397 a 413, Av. São João 11 a 65 e Rua Líbero Badaró 504 a 518 – Centro

 

Theatro Municipal

Foto: Wikipédia

O Theatro Municipal de São Paulo, inaugurado em 1911, é um marco cultural e arquitetônico da cidade. Sua construção luxuosa abrigou momentos importantes, como a Semana de Arte Moderna de 1922, que revolucionou a cultura brasileira. A fama de lugar mal-assombrado é reforçada por relatos de funcionários e frequentadores, que dizem ouvir passos no palco vazio e notas de piano quando o local está fechado. A história mais famosa é a de uma bailarina que, segundo a lenda, teria caído durante uma apresentação e ainda “vagueia” pelos bastidores.

O Theatro oferece visitas guiadas de terça a sexta-feira e, além da história envolvente, mantém uma programação de espetáculos variados com preços acessíveis.

Localização: Praça Ramos de Azevedo – República, São Paulo

 

Cemitério da Consolação

Foto: Wilfredor/ Wikipédia

Fundado em 1858, é o mais antigo de São Paulo, com esculturas assinadas por artistas renomados como Victor Brecheret. Nele estão sepultadas figuras importantes da história do Brasil, como Tarsila do Amaral e Monteiro Lobato. No entanto, o que lhe rendeu a fama de mal-assombrado são as histórias de visitantes e vigilantes que afirmam ouvir risadas e passos durante a noite. O local também era um ponto de encontro de ocultistas no século XIX, o que contribuiu para as lendas urbanas sobre o cemitério.

O cemitério oferece passeios noturnos que acontecem mensalmente, oferecendo uma experiência histórica e cultural para os visitantes.

Localização: Rua da Consolação, 1660 – São Paulo

 

Palácio da Justiça

Foto: Eduardo Knapp

Localizado na Praça da Sé e inaugurado em 1942, o Palácio da Justiça é conhecido pela sua arquitetura clássica, projetada por Ramos de Azevedo. Com décadas de história, o prédio foi palco de julgamentos e eventos importantes para a justiça paulista. No entanto, funcionários e visitantes começaram a relatar sons inexplicáveis nos corredores e em andares superiores, onde réplicas de documentos históricos e retratos de antigos juízes são expostos.

O Palácio está aberto ao público para visitas monitoradas, onde é possível conhecer o acervo e entender mais sobre a formação do Judiciário paulista.

Localização: Praça Clóvis Beviláqua – Centro Histórico de São Paulo

 

Edifício Joelma

Foto: Rafael – CDHT

O Edifício Joelma, hoje conhecido como Edifício Praça da Bandeira, é um ponto turístico no centro de São Paulo. Em 1974, um incêndio devastador no prédio deixou centenas de vítimas, fazendo do local um símbolo de tristeza e reforçando sua fama de lugar “mal-assombrado.” Existem relatos de ruídos inexplicáveis e vozes no interior do edifício, e algumas pessoas acreditam que as vítimas ainda “habitam” o local. Após ser reformado, o edifício foi reaberto como Praça da Bandeira, mas sua história permanece marcada.

Localização: Praça da Bandeira, 137 – Centro Histórico de São Paulo

 

Afubesp – Gabriela Almeida

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