Categoria aprova planos de luta para os próximos anos no 7º congresso da Contraf-CUT

Os 196 delegados e 132 delegadas que participaram do Congresso este ano aprovaram um amplo Plano de Lutas para os próximos anos, com diretrizes voltadas à defesa do emprego bancário, à regulação do sistema financeiro, ao enfrentamento dos impactos das novas tecnologias no trabalho e ao fortalecimento da organização sindical.

Uma manifestação de caráter simbólico pela vida das mulheres e combate ao feminicídio abriu as atividades do 7º Congresso da Contraf-CUT – Organizar, defender e avançar: o futuro é nosso!” -, no último domingo de março 29. Delegadas e delegados de todo país levantaram cartazes, bandeiras e vozes para destacar que o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo.

“A violência não escolhe classe social, mas escolhe cor: mulheres negras são as maiores vítimas. O silêncio é cúmplice, mas a nossa voz é arma”, foram algumas das declarações apresentadas pelas mulheres que participaram da mística.

Em seguida, os 196 delegados e 132 delegadas aprovaram um amplo Plano de Lutas para os próximos anos, com diretrizes voltadas à defesa do emprego bancário, à regulação do sistema financeiro, ao enfrentamento dos impactos das novas tecnologias no trabalho e ao fortalecimento da organização sindical.

O documento também estabelece propostas para a sociedade, reafirmando o compromisso da entidade com a defesa da democracia, das empresas públicas e de um modelo de desenvolvimento econômico com inclusão social.

“Definimos prioridades para a atuação sindical e social da categoria diante das transformações do setor financeiro e da digitalização crescente do trabalho bancário. Mas também estabelecemos pontos de atuação social e política”, disse a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira.

Veja as prioridades do Plano de Lutas aprovados no 7º Congresso da Contraf-CUT

•            Defesa do emprego, frente aos impactos das novas tecnologias

•            Defesa da CCT e organização do ramo financeiro

•            Intensificar a luta por saúde e condições de trabalho

•            Organização e formação sindical

•            Promoção da diversidade e construção da igualdade

•            Aprimoramento da comunicação com a base e a sociedade

•            Fortalecimento do “Basta! Não irão nos Calar!” e combate ao feminicídio

•            Defesa dos bancos públicos

•            Defesa da democracia e eleições

•            Redução das taxas de juros / revogação da falsa autonomia e fim da porta giratória no Banco Central

•            Infraestrutura tecnológica soberana

•            Sustentabilidade socioambiental

•            Defesa do SUS e da Educação Pública

•            Trabalho Decente

•            Segurança pública

•            Participação em conselhos

•            Trabalhar para que tenhamos um Congresso Nacional e Assembleias Legislativas que defendam os trabalhadores e não os super-ricos

Moções aprovadas

As delegadas e delegados aprovaram as moções:

– Em apoio à resolução da ONU que classifica o tráfico de escravizados africanos como “o crime mais grave contra a humanidade”.

– De repúdio à representação policial em uma agência do Banco Patagônia, durante um protesto pacífico coordenado e apoiado pelo Sindicato dos Bancários da Argentina.

O grupo aprovou ainda uma moção em defesa do Banco de Brasília (BRB) como banco público e patrimônio do Distrito Federal.

“Denunciamos a responsabilidade política do atual Governo do Distrito Federal, comandado por Ibaneis Rocha e Celina Leão, por colocar o BRB no centro de uma disputa e de operações que não serviram ao interesse público”, destacaram em um dos trechos, sobre a utilização indevida do banco público para limpar o balanço do Master, a partir de compras de carteiras bilionárias e tentativa de aquisição do banco do empresário Daniel Varcaro, que foi frustrada pelo Banco Central.

Resoluções aprovadas

O grupo aprovou ainda as resoluções sobre:

– Enfrentamento à violência contra as mulheres;

– Impactos da inteligência artificial no emprego bancário;

– Defesa do emprego e contra o fechamento de agências bancárias;

– O futuro do Brasil, defesa da democracia e soberania nacional.

Texto e foto: Contraf-CUT

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