Caixa beneficente esconde contribuição da Afubesp em novos convênios e dificulta debate de propostas para eleições
Só os ingênuos não percebem – como por aqui a era da ingenuidade ficou para antes do ano 2000 – o partidarismo da Cabesp nos últimos tempos.
Trata-se de um partidarismo nocivo e sectário, que faz mal para a saúde. Ao ler os relatórios de prestação de contas da caixa beneficente, nota-se que nem todos os que contribuíram para a realização de novos convênios foram citados. Sindicatos, associações regionais da Afubesp e a própria Afubesp foram raspados da lista. (Entenda-se como sinônimo de raspada, aquela expressão similar à raspadinha da loteria paulista).
Enquanto isso, em setembro, foi realizado em Piracicaba um encontro de saúde. Moços e moças de aventais brancos tiraram pressão sanguínea, fizeram exames de diabetes, verificaram a rotina de exercícios e de repente clic – homens de paletós e gravatas os cercaram com o objetivo de ter boas fotos para campanha eleitoral. Como bem disseram nossos colegas de Piracicaba, isso sim é instrumentalizar partidariamente a nossa Cabesp. Como nas malfadadas operações com títulos do Tesouro Municipal, um “efeito espuma” foi produzido: vocês fazem lá que eu publico aqui. Bingo!
Mas quando a Afubesp contatou um diretor para que uma simples palestra fosse ministrada sobre a política de convênios, ouviu-se: “Não, logo teremos eleições…”.
Para deixar ainda mais nítida a partidarização, a comissão eleitoral da Cabesp ajustou o calendário de votação em um ângulo mais apertado possível para não dar tempo a ninguém de fazer debates e reuniões. Também adotaram o voto pelo correio, contrariando as expectativas da juventude do Plano II, que gosta mesmo é de votar pela internet.
Com tudo isso é inevitável chegar-se a uma conclusão: a campanha Juntos do Santander cai como uma luva para indicados e eleitos da Cabesp. Botim agradece!
Afubesp