Ações paralisaram mais núcleos estratégicos do Santander e Itaú que usaram de práticas antissindicais para tentar ‘furar greve’
Em franco crescimento, a greve dos bancários abrangeu, nesta quinta-feira 29, novos centros administrativos dos bancos. No Casa 2, do Santander, os dirigentes sindicais chegaram quando o dia ainda amanhecia. Por lá trabalham 1,8 mil pessoas na área de tecnologia do grupo Santander, trabalhadores da Isban e Produban.
“Os bancários foram receptivos e apoiaram o movimento. A greve é um instrumento legítimo dos trabalhadores diante da intransigência dos banqueiros em apresentarem proposta decente para a Campanha Nacional”, relata Rita Berlofa, diretora executiva do Sindicato e funcionária do Santander que estava no local com os trabalhadores.
No Centro Administrativo CAU, do Itaú Unibanco, houve tentativa de contingenciamento. Segundo o dirigente sindical e funcionário do banco Jair Alves, por volta das 10h três helicópteros foram usados pela empresa para tentar ‘furar a greve’.
Antes disso os funcionários do CAU já haviam sido enviados para o prédio desativado do CPSA, na Rua Fábia, zona oeste. O banco havia preparado 600 mesas com computadores que abrigariam bancários vindos do CAU e da área jurídica.
“Às 7h da manhã, cerca de 50 táxis e um ônibus chegaram ao local. Mas já estávamos por lá”, relatou o dirigente sindical Antonio Soares, conhecido como Tonhão. “É um absurdo o banco ficar mandando os trabalhadores de um lado para outro. Muitos agradeceram estarmos por aqui para evitar essa injustiça”, continuou. Tonhão denunciou que o banco utiliza outras diversas formas para pressionar os trabalhadores a abrir as agências. “Assediam os trabalhadores no seu legítimo direito de fazer a greve”, conta.
Seeb SP