Comunicados maldosos do Banesprev apontam desespero dos “gestores” 

No primeiro dia útil de 2022, 3 de janeiro, o Banesprev publicou em seu site comunicados que mostram o nítido desespero de seus “gestores” por conta da baixa adesão dos participantes ao plano de contribuição definida (Plano CD). Usa de termos e argumentos maldosos (para não dizer terroristas) a fim de tentar convencer os colegas dos planos de benefícios Pré-75, V e II a migrarem.

O fracasso da campanha milionária do Fundo de Pensão para fazer os colegas aderirem ao Plano CD foi detectado por meio da pesquisa encomendada pelas associações de banespianos e entidades sindicais; explica a prorrogação de prazo por 30 dias, e consequente desespero da direção pelos baixos números alcançados faltando menos de 10 dias para conclusão do processo.

Os especialistas da Afubesp em previdência complementar, que também são participantes e assistidos dos planos do Banesprev, prepararam um material esclarecendo as informações publicadas no site do Banesprev.

Leia a íntegra a seguir:

BATEU O DESESPERO NOS “GESTORES” DO BANESPREV 

Na reta final do prazo que se encerra no próximo dia 12/01, os “gestores” do Banesprev jogam suas últimas cartas tentando aterrorizar os participantes dos planos BD, na intenção de convencer mais algum participante que ainda possa estar indeciso. 

Comunicado maldoso, porque o Banco Santander não faz nada de graça, apenas trabalha para aumentar os seus lucros, e estes representantes deles que foram indicados para dirigir a entidade, trabalham apenas para aumentar seus bônus pessoais. 

O grande objetivo do Santander é se livrar de seus compromissos e para isto não mede esforços.

 

Plano II:

No comunicado ao Plano II, o Banesprev não explica que o novo déficit que será apresentado com data de 31/12/2021, deve-se, em quase sua totalidade, à desvalorização dos títulos no mercado, por ter o Fundo de Pensão, de maneira irregular, alterado a contabilização desses papéis de “marcação na curva para marcação a mercado”. 

Com o advento da pandemia os mercados sofreram grandes oscilações, provocando essas perdas. Foram atingidos tão fortemente os planos com títulos marcados a mercado, que a Abrapp (associação patronal) apresentou à Previc um estudo com proposta de flexibilização para equacionamento dos déficits daí decorrentes.

 

>>>Leia mais: Abrapp apresenta propostas para Previ sobre equacionamento de déficits em cenário de forte volatilidade


Todos os gestores de Fundos de Pensão que se preocupam com seus participantes estão empenhados no sentido de que a proposta seja viabilizada. Os “gestores do Banesprev”, ao invés de fazerem fileira junto à Abrapp e Previc, fazem essa espécie de terrorismo que vemos em seus comunicados.

Nesta linha de prejudicar os participantes,  estes “gestores” que olham apenas para seus interesses pessoais, foram alertados pelos dirigentes eleitos que a Resolução CNPC 30, publicada em 2018, permite a ampliação do prazo de equacionamento de déficits nos chamados “planos em extinção”, ou seja, nos quais já não há mais entrada de novos participantes, como nos nossos. Isso reduziria o valor das contribuições extraordinárias, porém, como o objetivo do Santander é asfixiar os participantes, não deram retorno sobre o assunto. 

Há publicações nas redes sociais informando erroneamente que aqueles que migrarem não pagarão o novo déficit que será apresentado. Isto não é verdade, pagarão sim e à vista, pois no recálculo de suas reservas de migração para o plano CD, será descontado o valor referente aos déficits anteriores e os que serão apresentados no fechamento de 2021. 

Extraído do site do Banesprev: 

“Encerrado o período em que você poderá optar por migrar ao novo Plano CD, sua Reserva Individual será atualizada e, então, finalmente estará efetivada a sua Migração”

Extraído do Relatório de Operações Banesprev:

Importante destacar que se for apurado déficit e houver necessidade de equacionamento, este iniciará em 2023 e de forma parcelada, sendo que quem migrar para o plano CD terá que quitar sua parte do déficit agora e na totalidade, ou seja, os que migrarem vão assumir o pagamento de todos os déficits, os anteriores e o novo, à vista, enquanto os que permanecerem nos seus planos BD pagarão parceladamente.

Poderia ser maior a taxa de juros que o Banesprev, junto com seu atuário (destacamos que a empresa deste profissional foi contratada para assediar os participantes com ligações visando à migração para o plano CD) está reduzindo, dada a composição de ativos das nossas carteiras. 

A redução tem como consequência a necessidade de reservas maiores, elevando de imediato o déficit atuarial que estão apresentando como forma de aterrorizar os participantes, induzindo-os à migração. 

É importante salientar que esse problema é conjuntural e a saída dos participantes dos seus planos de origem neste momento os obriga a realizar esse prejuízo. É como sair da bolsa de valores em momento de baixa.

Outra informação que o Banesprev traz de forma não transparente em seus comunicados  é que no Plano CD não há déficit, revelando apenas parte do que ocorre. Isto acontece porque as perdas, ao invés de se transformarem em déficits a serem assumidos conjuntamente pelos participantes e patrocinadoras, serão assumidas de imediato apenas pelos participantes. Quando os investimentos apresentarem resultados ruins, as reservas serão reduzidas e, consequentemente, os benefícios diminuirão, ficando os patrocinadores desobrigados de contribuírem para a sua recomposição (como ocorre nos planos atuais). 

Em outras palavras, todos os riscos serão assumidos pelos participantes/assistidos, desonerando o banco e demais patrocinadoras. O desespero do Banesprev para soltar o tendencioso comunicado levou inclusive a erros grotescos (acreditamos que seja apenas erros), no item nº 2. 

Quando se referem ao déficit contratado relatam que o patrocinador paga R$506 MM enquanto os participantes pagam R$81MM do montante apurado, quando na realidade o patrocinador paga 55% e os participantes 45%. 

Planos V e Pré-75

No que diz respeito aos participantes dos planos V e Pré 75, lembrem-se que o patrocinador é o responsável exclusivo pelos aportes de recursos. 

Uma coisa que chama atenção no comunicado, também maldoso e com meias verdades para estes participantes é o seguinte parágrafo: “O plano CD será gerido pelo Banesprev com os mesmos padrões rígidos de governança dos planos atuais, isto significa que os recursos serão administrados pelo nosso time de especialistas, que estão dedicados a buscar os melhores resultados conforme política de investimentos”.

Aqui temos duas observações que devem ser feitas:

 

  1. O comunicado fala em governança rígida, porém baseados em um estatuto irregular, sem registro em cartório, anunciaram em 17/12/2021 o fim de todos os Comitês Gestores de Planos de Benefícios. Leia a matéria no site da Afubesp  

 

  1. Os recursos serão administrados pelo Banco Santander, pois o quadro do Banesprev foi totalmente alterado com várias demissões de funcionários antigos. Este tipo de administração do banco, com pouca transparência, deu um belo prejuízo ao Santanderprevi, inclusive na época desrespeitaram a política de investimentos que agora enaltecem.  Leia a matéria clicando aqui

 

Novamente pedimos uma reflexão: Todo este esforço para convencê-los, gastos milionários com propagandas, empresas contratadas para assediá-los, inúmeras ligações diárias para pessoas idosas, algumas destas internadas… Se fosse bom para os participantes estariam fazendo todo este esforço para realizar a migração, estariam prorrogando o prazo? 

 

LEMBRE-SE:  O PLANO CD É BOM APENAS PARA O BANCO SANTANDER!!!!     

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Respostas de 3

  1. DEMOS NOSSAS VIDAS PARA O BANCO E AGORA QUE DEVERIAMOS TER UMA APOSENTADORIA TRANQUILA VEM ESSE BANQUINHO DE M… NOS TIRAR A PAZ.

  2. Pelo que analisei não irei aderir , estou satisfeito com o plano atual. Se pagassem todo o saldo, mesmo com o desconto do IR, provavelmente eu aderisse.

  3. Nesse ponto da “marcação a mercado”… Importante entender se o valor da reserva de quem migrar vai ser igualmente “marcado a mercado”. Isso significa liquidar prematuramente e com prejuízo títulos com vencimentos futuros! Quem pode ver isso como vantajoso?

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