Sindicato do Rio questiona Santander sobre demissões na capital fluminense

Falta de treinamento dos funcionários no processo de integração tecnológica também foi pauta

 

Em encontro, no Rio, entre o Sindicato dos Bancários e executivos do Santander, os sindicalistas questionaram o banco sobre o processo de demissões. Os representantes da instituição negaram que haja um processo de dispensa em massa, afirmando que elas ocorrem dentro de um padrão de rotatividade normal. Disseram que, no Rio, em janeiro deste ano, havia mais empregados do que no mesmo período do ano passado.

Integração complexa

Os negociadores do Santander alegaram também que houve muitas demissões a pedido. Nesse ponto, o presidente do Sindicato interveio e retrucou que os funcionários que estão pedindo para serem dispensados o fazem por não suportarem a enorme pressão diante da  complexidade da integração tecnológica, que trouxe grandes dificuldades para funcionários e clientes, especialmente no âmbito do Banco Real, ao qual cabe adequar-se aos novos processos.

Os executivos do banco reconheceram as complicações por conta de um processo que permitia aos clientes acessarem tanto o novo, como o antigo sistema no Real, reafirmando, porém, que ofereceram treinamento aos funcionários. Mas o  Sindicato  contestou, dizendo que essa medida foi insuficiente diante da complexidade tecnológica.

Carreiras

Uma vitória deve ser assinalada. O banco informou na mesa de negociação que está oferecendo 582 vagas, em todo o país, para transferências e realocações de funcionários. A iniciativa contemplaria, inclusive, os funcionários do call center, sempre excluídos dos programas de ascensão dentro do banco. Reivindicação antiga do movimento sindical bancário, este programa beneficia especialmente os funcionários de departamentos, mais vulneráveis no processo de fusão.

Novo encontro ficou marcado para os próximos 60 dias, prazo em que o banco prevê a superação das dificuldades.

“Esperamos que nesse novo encontro todas as arestas da integração tecnológica tenham sido aparadas, para o bem dos funcionários. Quanto ao plano de carreiras, os companheiros do call center devem entrar em contato com o Sindicato para denunciar possíveis casos de transferências ou realocações negadas pelo banco. Os interessados nesse programa podem acessar a intranet para pesquisar sobre as vagas oferecidas”, disse a diretora do Sindicato Cleyde Magno, que também é diretora regional da Afubesp.

A negociação foi uma iniciativa do Sindicato, da qual participaram além de Almir e Cleyde, os diretores Marcos Vicente, Maria de Fátima Guimarães e Carlos Maurício (diretor de bancos privados). Pela FeebRJ/ES, estiveram presentes Luiza Maria Almeida e Paulo Garcez.  Pelo banco, Jerônimo dos Anjos e Fabiana Ribeiro (RH), e os responsáveis regionais no Rio de Janeiro.

Seeb Rio

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