Por que comemorar o Dia Internacional do Trabalhador é importante?

Desde a aprovação da Reforma Trabalhista e da Lei da Terceirização, os direitos trabalhistas têm sido atacados. O 1º de maio, celebração internacional que ocorre em quase todos os países do mundo, vem homenagear a trajetória de lutas e resistência dos(as) trabalhadores(as) contra o “produzir a qualquer custo”.

O 1º de maio é em homenagem à manifestação feita em 1886 pelos trabalhadores americanos de Chicago, que brigavam por melhores condições nas fábricas. O ato resultou em mortes, prisões e violência. O lema foi inspirado na ideia “oito horas para trabalhar, oito horas para o lazer e oito horas para o sono”.

No Brasil, em 1925, o então presidente Artur Bernardes decretou o Dia do Trabalhador. A maior mudança veio bastante com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) na Era Vargas. Em 1º de maio de 1943, Vargas assinou o Decreto-Lei nº 5.452 garantindo direitos, como salário mínimo e duração da jornada de trabalho.

Desemprego no país

A atual mudança nas leis trabalhistas tinha como promessa a recuperação dos empregos, mas não foi isso que aconteceu. A taxa de desemprego subiu para 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro, com número estimado de 13,098 milhões de desempregados, segundo dados do IBEG. Em dezembro do ano passado, estava em 11,6% – em comparação com fevereiro de 2018, ficou estável (12,6%). São 892 mil desempregados a mais em três meses, crescimento de 7,3%, enquanto o total de ocupados encolheu 1,1% (menos 1,062 milhão).

Ato contra a Reforma da Previdência

Pela primeira vez, centrais sindicais e movimentos sociais e populares realizarão ato unificado neste 1º de maio. A bandeira de união é a luta contra a Reforma da Previdência, mais uma investida do governo federal em exercício contra o trabalhador. Em São Paulo, o evento será no Vale do Anhangabaú, a partir das 10h.

O ato político será realizado em três blocos durante o período da manhã, com o anúncio oficial da greve por volta das 13h, seguido de apresentações culturais.

Entre as atrações musicais, já confirmaram presença Ludmilla, Leci Brandão, Marília Cecília e Rodolfo, Roberta Miranda, Felipe Araújo, Guilherme e Santiago, Yasmin Santos, Toninho Geraes, Dj Evelyn Cristina e Mistura Popular.

Mesmo com direitos fundamentais garantidos por lei, vemos no país ataques diários contra os trabalhadores e situações de exploração, como trabalho escravo. Por isso, é importante que a luta do 1º de maio seja permanente.

Foto: EBC

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