Sindicato já entrou contato com direção do Santander para garantir assistência aos funcionários
Um assalto deixou bancários e clientes na mira de bandidos. O crime acontece no final da tarde desta quinta-feira dia 25 na agência do Santander da Presidente Altino, região do Jaguaré, zona oeste da capital.
Segundo informações apuradas pelo Sindicato, que esteve no local para garantir assistência aos funcionários, dez homens invadiram o banco. A polícia foi acionada e quando chegou ao local bancários e clientes eram feitos de escudos pelos assaltantes, que exigiram a presença da imprensa como condição para libertar os reféns.
Uma mulher grávida, que estava entre as vítimas, foi uma das primeiras a ser liberada pelos bandidos. Ela passou mal e precisou ser encaminhada para atendimento médico. Aos poucos, os reféns foram liberados e ninguém ficou ferido. Os assaltantes acabaram se rendendo.
A funcionária do Santander e diretora executiva do Sindicato Rita Berlofa entrou em contato com a direção do banco cobrando que a agência permaneça fechada nesta sexta-feira, além do atendimento psicológico aos trabalhadores e a emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).
“Os representantes do Santander disseram que o atendimento já estava sendo prestado, mas que não podia afirmar que a agência não abriria. Deixamos claro que não admitiremos o funcionamento. Esses trabalhadores precisam descansar e ter tempo para procurar um médico de sua confiança”, afirma a dirigente, lembrando que os trabalhadores devem exigir a emissão da CAT, mesmo que para efeitos estatísticos e também para se defender de posteriores problemas de saúde que possam surgir em decorrência da violência do assalto.
A médica Maria Maeno informa que é possível que as pessoas que vivenciaram essa situação passem pelo chamado estresse pós-traumático, que pode surgir alguns dias ou mesmo meses após o assalto. “Nessa situação as pessoas começam a sonhar, a reviver o episódio, vivendo com grande temor de que os momentos de tensão irão ocorrer novamente”, explica. “Para evitar que o problema se agrave mais, como por exemplo entrar em depressão pois a pessoa fica extremamente sensível, necessita haver acompanhamento psicológico.”
Seeb SP