Arrombada agência do Santander na zona sul de São Paulo

Unidade bancária vinha sendo alvo de protestos do Sindicato por funcionar sem medidas de segurança, e foi paralisada

O Sindicato dos Bancários de São Paulo estava alertando, mas o Santander não deu atenção e o pior aconteceu. Uma agência do banco que vinha sendo palco de protestos por funcionar sem vigilantes e demais medidas de segurança foi arrombada no final de semana. A unidade localizada na zona sul da capital paulista foi paralisada por dirigentes sindicais na segunda-feira 3.

“O Sindicato defende que as agências tenham no mínimo três itens de segurança: vigilantes armados, porta giratória e câmeras de segurança, independente de se a unidade manuseia ou não numerário”, ressalta o dirigente sindical Mauricio Danno.

Os ladrões invadiram o prédio, que não possui portas de segurança, e arrombaram os caixas eletrônicos e a retaguarda. Mesmo durante o horário de atendimento, a agência não conta com vigilantes, o que é ilegal segundo a lei sobre segurança para estabelecimentos financeiros.

“Não há movimentação de dinheiro, mas será que os bandidos sabem disso?”, questiona a dirigente sindical Wanessa Queiroz. “Não há nenhuma placa ou comunicado informando isso. Vínhamos denunciando o risco que o banco impõe aos funcionários e clientes com este novo modelo de agência que funciona sem medidas de segurança e infelizmente nossas previsões se confirmaram”, acrescenta.

Abaixo assinado –
Durante a paralisação da segunda-feira 3, os dirigentes sindicais continuaram a coleta de assinaturas clientes cobrando do banco mais comprometimento com a segurança. Desde sexta 31 já foram mais de 300 adesões.

“Hoje é dia de pagamento da maior folha da agência: os mais de mil funcionários do Hospital Dante Pazzanese, mas mesmo com a nossa paralisação eles se mostraram solidários e entenderam o motivo do protesto”, relata Wanessa Queiroz. “Vamos manter a agência interditada por tempo indeterminado e esperamos que agora o banco dê atenção, porque o risco de ocorrer um assalto durante o expediente é provável dada à vulnerabilidade do local.”

Prática antissindical – Seguranças do banco tentaram impedir o protesto apresentando um documento sem validade chamado interdito proibitório, geralmente usado durante as greves para impedir a mobilização e organização dos trabalhadores.

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