
Após uma espera angustiante, uma colega pode desfrutar agora de um desfecho feliz. A Justiça ordenou em primeira instância a reintegração da funcionária ao quadro de funcionários da Cabesp, no mês de maio. Maria Rita Solla Rodriguez, da área financeira da entidade, foi demitida em julho de 2013 sem maiores explicações, depois de 27 anos de prestação de serviços na entidade. Além disso, a demissão ocorreu faltando menos de quatro meses para que a funcionária entrasse no período de estabilidade pré-aposentadoria.
O momento foi particularmente mais difícil porque Rita – que tem lúpus (doença inflamatória autoimune) – passava por um tratamento contra a depressão e síndrome do pânico. Depois que foi demitida pela diretoria mesmo nessas condições, sua situação de saúde piorou. “Não foi me dado nenhum motivo para sair da Cabesp”, lembra.
Ela então decidiu entrar com ação judicial para lutar por seu direito, e a demissão por parte da diretoria da Cabesp é considerada como discriminatória, uma vez que a trabalhadora é portadora de lúpus e a doença era conhecida por parte dos empregadores. A tutela antecipada foi deferida em maio, e Rita – hoje afastada do serviço pelo INSS – foi reintegrada. Ela se aposentará no final deste ano.
“Hoje me sinto com a minha dignidade de volta, algo que me foi tirado com a demissão”, ressalta a colega.
A assessoria da Afubesp nesse caso foi primordial, segundo ela. “Como eu estava muito abalada, sem rumo e totalmente desnorteada com o desprezo pelos anos prestados à Cabesp e sem o respeito à minha saúde, o acolhimento por parte da associação me trouxe de volta o sentimento de ser respeitada como um ser humano digno”, agradece.
Maria Rita encerra seu relato com um recado aos demais colegas, principalmente os da ativa, sobre a procura pelos direitos. “Todos devem buscar o seu valor. Quando tiverem algum problema, não se intimidem e busquem ajuda da Afubesp, que possui grandes pessoas sempre prontas para ajudar.”
Letícia Cruz, Afubesp