Foi encerrada esta semana a consulta pública chamada pelas associações Afubesp, Afabesp e Abesprev para ouvir os associados da Cabesp, a respeito do plebiscito sobre reforma estatutária. A participação expressiva dos colegas, que foi muito além dos menos de 1% dos que votaram no processo conduzido pela Caixa, mostram a indignação da comunidade com os últimos acontecimentos.
Realizada pela internet de 26 de junho a 13 de julho, a consulta pública contou com a participação de 6.902 associados da Cabesp, que também são filiados às associações acima citadas. Deste número, só 43 optaram pelo sim e 6.859 votaram na opção Não em resposta à pergunta: “Você concorda com a submissão das Propostas “A” e “B” de alteração estatutária a plebiscito, considerando a forma como foi conduzida a Assembleia Geral Extraordinária de 19/06/2026?”
Isso quer dizer que 99,38% dos votantes reprovaram o processo da reforma estatutária apresentada pela Cabesp e exigem a convocação de nova Assembleia Geral, em que sejam assegurados: “o direito de palavra dos associados, a participação de seus representantes na mesa, o cumprimento de todas as exigências formais aplicáveis e o direito de rejeição absoluta das alterações propostas”.
“Enquanto no plebiscito chamado pela Cabesp apenas 156 pessoas se manifestaram, na nossa pesquisa quase 7 mil pessoas responderam”, comenta a presidenta da Afubesp, Maria Rosani, que completa: “Não apenas responderam, eles registraram ser contrários a essa reforma da forma como foi colocada. Isso prova o quanto a Cabesp está equivocada em todo esse processo, especialmente por não incluir os associados. Sendo assim, vamos reivindicar na Justiça que a vontade da maioria seja atendida.”
A importância da consulta
Em resposta direta aos recentes e controversos desdobramentos que envolveram a AGE e o plebiscito promovido pela Cabesp, foi lançada a consulta pública – elaborada com rigor tecnico por meio de plataforma auditada, que já fez várias consultas/eleições para diversas entidades – com o objetivo de ouvir diretamente os associados sobre o processo e as propostas de alteração estatutária apresentadas pela Caixa Beneficente.
A iniciativa surgiu como uma clara contraposição ao modelo adotado pela direção da Cabesp durante a assembleia e na condução do plebiscito, o qual foi muito criticado pelas representações dos trabalhadores.
A meta principal foi reunir a manifestação formal dos beneficiários para mensurar o real sentimento dos banespianos diante das mudanças propostas. O resultado consolidado desta consulta pública será usado para respaldar novas ações institucionais e jurídicas contra a reforma estatutária unilateral que a Cabesp quer impor à força aos associados.