Sem hora extra e feriado, Santander frustra bancário

Sem hora extra e feriado. Este foi o tom de comunicado interno do Santander enviado aos bancários – no dia 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, feriado municipal em São Paulo, o banco funcionará normalmente, assim como os seus outros pares. O fato causou indignação nos empregados porque havia expectativa de folga, já que com a antecipação do feriado para o mês de maio, por conta da pandemia, o Santander não fez o pagamento das horas extras como as outras instituições que acataram reivindicação do movimento sindical.

A dirigente  da Afubesp e do Sindicato de São Paulo, Ana Marta Lima, comenta que as únicas informações que foram repassadas são de que o bancário que trabalhar no feriado deverá acertar a folga com o gestor e compensar até 31 de dezembro. “Esperamos que o banco e os gestores levem em consideração a vontade e a disponibilidade do trabalhador para escolher a data da folga, e que não seja apenas na conveniência do banco.”

Antecipação
Em março, o prefeito prefeito Bruno Covas, como medida para conter o avanço do contágio do coronavírus, antecipou os feriados municipais de Corpus Christi (11 de junho) e Dia da Consciência Negra (20 de novembro), para os dias 20 e 21 de maio. Porém, na época, o movimento sindical cobrou da Fenaban que os bancos também acatassem os feriados, mas a federação dos bancos havia dito que ‘a adesão a feriados definidos subitamente acarretaria “riscos sistêmicos”, ocasionados por interrupção de pagamentos, de compensação de cheques e de outras transações bancárias’, mas aceitou a reivindicação do movimento sindical e pagou este dia trabalhado – a exceção foi o Santander.

Dia da Consciência Negra
A dirigente também comenta sobre o trabalho no dia 20 de Novembro e a importância de resguardar a data. “Mesmo o movimento negro tendo questionado os governantes à época, quando anteciparam o feriado, as atividades deste dia, como a Marcha da Consciência Negra e outros atos virtuais, foram mantidos pela sua importância. Isso é um desrespeito com a luta do povo negro e, se não houver uma conscientização, não haverá igualdade e só contribuirá para o aumento dos casos de racismo e para a eliminação de vez, de um feriado em São Paulo, como já ocorreu em outras cidades”, critica.

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