Santander faz treinamento de emergência em dia de pouco movimento

O Sindicato dos Bancários de São Paulo acompanhou a ação e constatou uma série de problemas

O Santander promoveu plano de abandono da Torre na segunda-feira 22. O Sindicato dos Bancários de São Paulo acompanhou a ação e constatou uma série de problemas. O primeiro deles relacionada à época em que o treinamento foi efetuado. Próxima do Natal – período em que muitos trabalhadores entram em recesso –, o prédio abrigava cerca de 3.500 funcionários, 60% do contingente normal.

“O dia escolhido não reflete a situação real do prédio, onde estão lotados cerca de 5 mil trabalhadores”, afirma o dirigente sindical Ramilton Marcolino. “Caso ocorra uma emergência, muitos deles não terão participado do plano de abandono e não saberão o que fazer. Além do mais, a realidade do prédio lotado é diferente. Mais trabalhadores significam escadas e corredores mais congestionados, o que dificulta a evacuação”, acrescenta.

Outro problema verificado foi o número insuficiente de brigadistas. Dos 500 necessários, a Torre conta com apenas 153 trabalhadores treinados para auxiliar na evacuação do prédio. O número de bombeiros também é ínfimo. São apenas seis em um imenso prédio de 28 andares e mais de 210 mil metros quadrados.

Mais falhas verificadas pelo Sindicato: os trabalhadores com mobilidade reduzida devido a deficiências visuais e motoras não receberam assistência adequada, tanto para sair do edifício quanto sobre onde se posicionar na parte externa.

Bancários que trabalham em salas fechadas ou que utilizam fone de ouvido relataram não ter ouvido o som do alarme. O prédio conta com um elevador blindado que não funcionou.
Ramilton reivindica do Santander a adoção de medidas a fim de tornar o plano de abandono mais eficaz, como sua realização com volume normal de trabalhadores e não com o contingente reduzido, além do treinamento de mais brigadistas e a contratação de mais bombeiros.

“O Sindicato cobra para que o Santander tenha mais responsabilidade com a vida dos seus trabalhadores. Queremos afastar qualquer chance de uma tragédia, como por exemplo, a que aconteceu na boate Kiss, e isso se faz com treinamento preventivo sério e mais profissionais e brigadistas capacitados para agir em uma situação de emergência”, afirma o dirigente.


Seeb-SP

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