A presidente Dilma Rousseff aceitou negociar o fim do fator previdenciário e a jornada de 40 horas semanais com as centrais sindicais.
No início da noite de quarta-feira, dia 6, os presidentes das centrais foram recebidos por Dilma no Planalto.
Ela ouviu todas as reivindicações, mas ressaltou que não estava “prometendo nada”.
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, que participou da reunião, relatou que a presidente considerou os dois pedidos “importantes, mas difíceis”.
Para ministro, fim do fator ficará para 2015
O ministro Garibaldi Alves, da Previdência Social, disse ontem que as discussões sobre o fim do fator previdenciário, o índice que reduz as aposentadorias por tempo de contribuição, esfriaram e o assunto não deverá voltar à pauta do Congresso Nacional antes de 2015.
Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que o fim do fator não está descartado, nem a criação de um outro tipo de cálculo para as aposentadorias.
Mas considera que hoje existam outros temas importantes na pauta de deputados e senadores, como a divisão de lucros do petróleo no pré-sal, os repasses a Estados e municípios, além das cassações de parlamentares condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Ele descartou o fim “puro e simples” do fator, pois diz que a Previdência não tem dinheiro para bancar.
Garibaldi defendeu a negociação do 85/95, em que a idade do segurado e o tempo de contribuição são somados.
Agora São Paulo