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A UNI Global Union, sindicato global que representa 20 milhões de trabalhadores em 150 países, lançou campanha internacional contra as demissões que o Santander Brasil está promovendo em plena pandemia de coronavírus. No texto do abaixo-assinado online (leia a tradução abaixo), a UNI lembra que o banco se comprometeu a não demitir durante a pandemia, mas que mesmo assim está quebrando o acordo firmado com a Contraf-CUT, entidade associada à UNI, assim como o Sindicato dos Bancários de São Paulo.
A entidade internacional destaca ainda que o Santander anunciou planos de cortar 20% de seu quadro funcional (cerca de 9 mil bancários) – a informação, que saiu em reportagem da Folha de S.Paulo, depois foi desmentida pelo presidente do banco no Brasil, Sergio Rial; no entanto, as demissões seguem ocorrendo.
O documento ressalta que os desligamentos acontecem num momento em que o vírus está mais violento no Brasil e o número de mortos já ocupa o segundo lugar no mundo. Destaca ainda que, além de desligar, o banco ameaça de demissão os trabalhadores que não conseguem bater suas metas de vendas. Afirma por fim que essa política leva o grupo Santander a um novo patamar, e pede a assinatura das pessoas para dizer ao presidente do banco no país, Sergio Rial, que pare as demissões.
“A campanha é uma forma de denunciar ao mundo a crueldade com que o banco Santander atua no país. É no Brasil que o grupo tem sua maior fatia de lucro e, no entanto, somos desrespeitados pela empresa multinacional. Quebrando seu compromisso ao mandar para a rua centenas de trabalhadores e tornando a vida dos que ficam um verdadeiro inferno com assédio por metas e ameaças de demissão, a empresa mostra seu descaso com a sociedade brasileira e dá exemplo de desumanidade para o mundo. Portanto, é muito importante que todos participem: assinem e ajudem na divulgação, mandando por Whatsapp para seus contatos, publicando nas suas redes sociais. Vamos pressionar o Santander para que resguarde empregos no Brasil”, convida Rita Berlofa, presidenta da UNI Finanças Mundial (braço da UNI Global Union) e vice-presidenta da Afubesp.
Leia o documento da UNI Global Union em português:
O banco multinacional Santander quebrou seu compromisso de não demitir trabalhadores brasileiros durante a pandemia de Covid-19.
O Santander Brasil firmou um compromisso com a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro), associada à UNI Global Union, de salvaguardar empregos durante a crise sanitária, No entanto, o banco anunciou planos de cortar 20% de seu quadro funcional (cerca de 9 mil pessoas), apesar de o vírus continuar violento no país.
A empresa já demitiu pelo menos 160 pessoas [até 24 de junho já eram mais de 300 demitidos], e mais trabalhadores estão sendo ameaçados de demissão se não cumprirem suas metas de vendas – no momento em que o número de mortos por Covid-19 no Brasil acaba de atingir o segundo lugar no mundo.
Usar a pandemia como desculpa para demitir trabalhadores, está levando o grupo Santander a um novo patamar. Diga ao CEO do Santander Brasil para manter a sua promessa aos trabalhadores e proteger empregos durante a emergência nacional de saúde.
UNI Global Union
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região
Respostas de 4
Só podemos chamar de covardia essa atitude do Santander
Foi-se o tempo do Capitalismo predatório que podia tudo, quando o ouro da América Latina era levado para a península ibérica sem contrapartidas. Se as demissões ocorrerem não vai sobrar um cliente no Santander, a não ser naturalmente as empresas espanholas que vivem da exploração da AL.
Sr Presidente se os funcionários não importam, quem sabe se importe com a imagem passada para os clientes, se não cumpre um acordo firmado com seus funcionários, será digno de confiança no relacionamento com seus clientes? Um funcionário motivado sem pressão produz muito mais. O banco não chegou onde está sem seus funcionários, a base e o vínculo com sua clientela.
LUCRO LUCRO LUCRO versus Morte Pobreza