A Campanha Nacional Unificada 2013 reduziu o prazo, de 60 para 45 dias, para os bancos se posicionarem diante de denúncias feitas pelos trabalhadores ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por meio do instrumento de prevenção de conflitos no local de trabalho. Do total de reclamações em 2013, o maior número é relacionado ao assédio moral: 62%, segundo dados levantados pela entidade.
De acordo com a secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas, “a conquista vem no bojo de uma grande vitória relacionada ao combate aos problemas no ambiente de trabalho, como o assédio moral”. A dirigente sindical destaca que a redução do prazo de resposta dos bancos é um avanço na luta da categoria, pois pressiona as instituições a constatar e a resolver problemas de forma mais rápida.
Conflitos – A cláusula que trata de prevenção de conflitos é uma conquista de 2010. A partir daquele ano, foram estabelecidos objetivos para promover práticas de respeito na construção de um ambiente de trabalho saudável. A adesão é voluntária, mas a maior parte dos bancos participa do acordo.
Segundo Kacelnikas, com a cláusula assinada, as instituições financeiras reconheceram a prática de assédio moral, mesmo que implicitamente. “Esse acordo, cuja adesão é grande, é um reconhecimento tácito feito pelos bancos de que o assédio moral é causado por eles e tem a ver com metas abusivas e inatingíveis”, diz. Para ela, “o acordo reforça a demonstração do INSS de que o adoecimento mental na categoria é causado pelas próprias empresas”.
Atrás do assédio moral, caracterizado pela recorrente exposição do trabalhador a situações constrangedoras e humilhantes, estão na lista de reclamações de 2013 problemas relacionados a condições de trabalho (15% das reclamações), aparelhos de ar-condicionado que não funcionam (13%), descumprimentos de acordo coletivos (7%) e outros.
Seeb-SP, com edição da Afubesp