A terça-feira, dia 1º de fevereiro, foi marcada por protestos em diversas partes do país pedindo a suspensão do processo eleitoral do SantanderPrevi, antigo HolandaPrevi, que possui 40 mil participantes.
As atividades fizeram parte do Dia Nacional de Lutas contra o método antidemocrático do Santander nas eleições do fundo de pensão, porque o fato de o banco não ter divulgado o edital de convocação acabou impedindo a inscrição de participantes para concorrer.
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Paralisações de unidades, distribuição de carta aberta à população e clientes do banco e reunião para dialogar com os funcionários da instituição financeira ocorreram por várias cidades paulistas, como São Paulo, Osasco, Santos, São Bernardo do Campo, Catanduva, Campinas, e em outros estados como Rio de Janeiro, Santa Catarina e Mato Grosso.
É importante lembrar que há mais de dois anos, as entidades sindicais levam esta discussão para a mesa de negociação, reivindicando eleições democráticas e transparentes. Inclusive, em reunião do Comitê Trabalhista ocorrida em maio do ano passado, os representantes da instituição financeira se comprometeram a informar as entidades sindicais com antecedência sobre as eleições, o que não ocorreu.
Apesar disso, o banco simplesmente convocou os participantes via intranet, divulgando as informações de forma bastante confusa. Leia mais
Atenção banespianos
“A postura do Santander em relação ao SantanderPrevi mostra para nós banespianos que todo o cuidado é pouco quando o assunto fundo de pensão”, alerta o presidente da Afubesp, Paulo Salvador, que completa: “O que ele fez com as eleições do SantanderPrevi é um péssimo exemplo, que não deve ser seguido pelo Banesprev.”
Por este e outros motivos, a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa, explica a importância dos bancários de todo o Grupo no mundo trabalharem juntos para vencer os desafios que a banco espanhol impõe aos seus trabalhadores.
Por Érika Soares – Afubesp