Sem nova proposta da federação dos bancos (Fenaban), os bancários chegaram ao segundo dia de greve, nesta quinta-feira 30.
Em São Paulo, Osasco e Região, 21 mil bancários se mobilizaram em 466 locais de trabalho, segundo balanço parcial divulgado pelo sindicato. A categoria encerrou o dia com passeata pelas ruas do centro da capital.
De acordo com levantamento feito pela Contraf-CUT, pelo menos 4.895 agências foram fechadas em todos os 26 Estados e no Distrito Federal. Isso significa que mais 1.031 agências não abriram em relação ao primeira dia (crescimento de 26%), quando os bancários paralisaram 3.864 locais de atendimento, além de inúmeros centros administrativos de todos os bancos nas capitais.
“Estamos dispostos a negociar. O fim da greve está nas mãos dos banqueiros, basta que apresentem uma proposta à altura do empenho dos bancários, da lucratividade elevado dos bancos e do cenário de crescimento econômico no país e no setor financeiro”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato de São Paulo.
Ela destaca que mesmo antes de entrar na greve, os bancários fizeram uma última tentativa e encaminharam uma carta ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, cobrando negociação e proposta, mas a entidade patronal não respondeu.
Sobre o movimento
A greve dos bancários por tempo indeterminado foi aprovada em assembleias realizadas por todo o país na última terça-feira, dia 28.
Os bancários rejeitaram proposta da federação dos bancos (Fenaban) que previa apenas a reposição da inflação (4,29%). Até agora os bancos não retomaram as negociações e nem apresentaram proposta de aumento real.
Nesta sexta-feira, dia 1º de outubro, as bases sindicais realizarão novamente assembleias que decidirão os rumos da greve.
Veja o comunicado dos bancários à sociedade brasileira que foi enviado pela Contraf à imprensa
Érika Soares – Afubesp com Seeb SP