Estatuto do PCD atacado por escolas particulares

Confederação de estabelecimentos de ensino querem cobrar taxas maiores para aceitar alunos com deficiência. Manobra é denunciada pela CUT no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

São Paulo – O artigo 18º da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), o chamado Estatuto da Pessoa com Deficiência, no que diz respeito ao acesso à educação, tem uma redação absolutamente clara: “Às instituições privadas, de qualquer nível e modalidade de ensino, é vedada a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades e matrículas”.

Essa determinação, no entanto, está em debate no Supremo Tribunal Federal (STF) que irá apreciar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 5357 ingressada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Conefen). A entidade defende que as mensalidades dos alunos com deficiência devem ser maiores em relação aos demais sob o argumento de que “as exigências realizadas tornarão os valores necessários ao custeio na educação privada proibitivos, e dessa forma, comprometendo a existência da escola privada”.

A postura da confederação patronal está sendo contestada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), pelo Conade (Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência) e pela Central Única dos Trabalhadores. A CUT divulgou nota de repúdio à postura da Conefen, na terça 3, quando se comemora o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

Isaias Dias, diretor da Afubesp e integrante do Coletivo de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT, destaca ser necessário que a sociedade se inteire das dificuldades que PCDs enfrentam atualmente para fazer valer seu estatuto. “A nova lei está em vigor desde meados deste ano, depois de ter passado por quase duas décadas de discussão. Mas sempre se enfrentam problemas para sua efetivação. Essa ofensiva das escolas particulares, por exemplo, é descabida e acreditamos que o STF não vá levar isso adiante. Seria um retrocesso tremendo.”

O dirigente sindical é cadeirante e foi enfático ao afirmar que a LBI tem avanços importantes como o fato de as pessoas poderem utilizar recursos do Fundo de Garantia para a aquisição de próteses e órteses. “Outro avanço foi a criminalização de atos preconceituosos contra PCDs”, afirma. “Mas temos a clareza de que temos de nos mobilizar para que todas as determinações sejam cumpridas e sem retrocessos.”

Estatuto – A LBI foi promulgada em 6 de julho pela presidenta Dilma Rousseff. O documento – que obedece a diretrizes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU – reúne diversas leis e dispositivos em vigor no país específicas às PCDs nos campos da educação, trabalho, acessibilidade, mobilidade urbana, entre outras. Segundo Censo 2010 do IBGE, 23,9% da população brasileira (45,6 milhões) tem algum tipo de deficiência.

Seeb SP

Siga as redes

Canais de comunicação

Outras Notícias

Afubesp lamenta o falecimento de Rosângela de Farias Silva Lorenzetti, diretora da Fetec

Um agradecimento a todas e todos que se mobilizaram em defesa da democracia

Temendo reeleição de Lula, Santander e Banesprev dobram aposta para retirar o patrocínio sem cumprir as exigências

Voto no segundo turno vale como prova de vida do INSS

Gritos, ameaças e humilhações: bancários do Santander denunciam assédio e Sindicato cobra soluções

Boletim Informativo

Afubesp lamenta o falecimento de Rosângela de Farias Silva Lorenzetti, diretora da Fetec

Notícias Últimas

Um agradecimento a todas e todos que se mobilizaram em defesa da democracia

aposentados Ativa Notícias

Temendo reeleição de Lula, Santander e Banesprev dobram aposta para retirar o patrocínio sem cumprir as exigências

aposentados Banesprev Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *