Mesmo com o NÃO da Assembleia e discordância dos eleitos, Conselho Deliberativo aprova enviar proposta para deliberação da autarquia
Na terça-feira, dia 7 de fevereiro, foi realizada a primeira reunião de 2017 do Conselho Deliberativo do Banesprev. Na oportunidade, o presidente da Afubesp, que é conselheiro eleito suplente, Camilo Fernandes, mas atuou como efetivo, fez todas as argumentações com o presidente do Conselho e com o presidente do Banesprev insistindo que, o NÃO à reforma estatutária, dito pelos participantes na assembleia realizada no dia 28 de janeiro sobre o assunto, deve ser respeitado.
“A assembleia é soberana, e ela disse não, portanto o processo de reforma estatutária estava sepultado e não poderia ser enviado à Previc, não daquela forma como o banco colocou”, comenta Fernandes.
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Durante a reunião, Camilo Fernandes e Julio Higashino (outro eleito no colegiado) registraram voto com todas as considerações e argumentações técnicas, citando estatuto, todos os artigos, que diz que a assembleia tem que aprovar alterações estatutárias.
O presidente da Afubesp lembra que qualquer alteração estatutária para ter validade, todos os integrantes dessa tríade (patrocinadora, Conselho Deliberativo do Banesprev e assembleia) devem estar de acordo.
“Como recusamos a proposta em assembleia, o banco não poderia levar esta proposta adiante”, comenta Fernandes, que continua. “Mas, como o Santander tem a maioria no Conselho, ele aprovou o encaminhamento da proposta de reforma para a Previc, mas com todos os documentos – ata, ressalvas dos participantes, fotos e a gravação em DVD – atendendo a um pedido nosso”.
Camilo Fernandes ainda revela que as correspondências que foram encaminhadas pela patrocinadora autorizando Banesprev enviar a proposta para a Previc não conta com as assinaturas de nenhum dos eleitos nem do Fundo e nem da Cabesp, que é patrocinadora no Banesprev também.
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“Com isso percebemos que o Santander pode até não ter intenção agora de fazer maldade com o Banesprev, mas quem garante que depois de ter total poder nas mãos ele não fará?” questiona o presidente da Afubesp. “Já tivemos diversas provas de que quando os trabalhadores não estão na gestão acontecem problemas, caso do Santanderprevi (que atende os oriundos do Banco Real). Recentemente, a gestão do banco deu prejuízo de mais de R$ 50 milhões aos seus participantes”.
Os sindicatos, Fetec, Contraf e a Afubesp atuaram para defender estes trabalhadores com denúncia na Previc e o resultado foi multa e autuação para os dirigentes do SantanderPrevi. “Isso mostra que quando há trabalhador na gestão, não há prejuízo para o fundo, nem pra Cabesp. Hoje o SantanderPrevi teve esse prejuízo, com dirigentes autuados. E o pior é que alguns deles, fazem parte do Conselho Deliberativo do Banesprev, indicados pela patrocinadora”.
Por tudo isso, não dá pra descuidar e abrir mão da nossa participação nas gestões do Banesprev e da Cabesp.
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