Bancos fecharam 4.553 vagas de janeiro a abril; Estado de São Paulo registrou 55,1% do total

Dez estados apresentaram saldo negativo, aponta pesquisa divulgada pela Contraf-CUT. Maior número de cortes foi em São Paulo (2.508) e no Rio de Janeiro (862)

Pesquisa divulgada na segunda-feira 30 pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) aponta fechamento de 4.553 postos de trabalho nos quatro primeiros meses de 2016 no setor bancário. No estado de São Paulo foi registrado o maior número (2.508, 55,1% do total), seguido do Rio de Janeiro (862, 19%). O levantamento é feito com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Os chamados bancos múltiplos, com carteira comercial, segmento que engloba instituições como Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil, juntamente com a Caixa Federal, foram os principais responsáveis pelo saldo negativo, fechando 3.254 vagas. Apenas a Caixa eliminou 1.318.

Segundo o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, mesmo fazendo parte do setor que mais lucra no país, os bancos seguem demitindo. “Mesmo com lucros estrondosos, o sistema financeiro continua com a onda de demissões. Estão se reestruturando de olhos voltados para um consumidor de serviços bancários de perfil mais virtualizado. A utilização de agências, autoatendimento e call center para transações bancárias vem perdendo para a internet e o celular, e o emprego paga o pato. Os bancos fogem quando o assunto é responsabilidade social”, afirma.

Desigualdade – As 3.685 mulheres admitidas nos bancos nos quatro primeiros meses de 2016 receberam, em média, R$ 3.077,51. Esse valor corresponde a 74,7% da remuneração média dos homens contratados no mesmo período ( R$ 4.118,28).

No recorte por idade, na faixa de até 24 anos o saldo é positivo, com 1.751 vagas a mais. Dos 25 anos em diante, foram cortados 6.304 postos de trabalho.

Rede Brasil Atual

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