Sardinhada contra assédio moral no Santander

Protesto do Sindicato de SP cobrou fim dos abusos cometidos pela Superintendência Regional SP Tatuapé contra bancários

Cobranças abusivas feitas de forma desrespeitosa, predileção por determinados funcionários, demissões injustificadas, reuniões fora de horário e perseguições. Esse é o quadro enfrentado rotineiramente pelos bancários do Santander subordinados à Superintendência Regional SP Tatuapé.

Para denunciar a situação e cobrar da direção do banco que tome as devidas providências, o Sindicato realizou um protesto em frente a essa Superintendência. O formato escolhido para o ato já é tradicional em casos de assédio moral e famoso entre os trabalhadores: a sardinhada.  

“Essa superintendência é reincidente em casos de assédio moral. Inclusive, já foi alvo de denúncia recebida pelo canal do Sindicato e encaminhada ao banco, que lamentavelmente considerou a mesma como improcedente. Posteriormente, ao invés de as denúncias dos bancários diminuírem, intensificaram-se em número e gravidade. É evidente a postura desrespeitosa dessa chefia na cobrança por metas, na predileção por alguns funcionários e na perseguição imposta a outros”, conta o dirigente sindical e bancário do Santander Marcelo Sá.

“A direção do banco tem obrigação de reorientar a conduta da Superintendência Regional SP Tatuapé. Não pode dar de ombros como já fez. Assédio moral é assunto sério e leva ao adoecimento. Não aceitamos este tipo de postura abusiva e sempre que casos como esses chegarem ao nosso conhecimento, vamos cobrar do Santander as medidas necessárias”, enfatiza.

Denuncie – De acordo com Marcelo Sá, é fundamental que os bancários denunciem as situações de assédio moral por meio do canal oficial do Sindicato.

“É muito importante que bancários vítimas de assédio moral façam a denúncia pelo canal oficial do Sindicato. O sigilo da identidade, diferente do que ocorre muitas vezes no ombudsman do banco, é totalmente preservado. Além disso, a empresa é obrigada a apresentar uma resposta em até 45 dias. São as denúncias, bem fundamentadas, que aumentam a pressão para que o banco adote as medidas necessárias”, reforça o dirigente.

Bancários SP

 

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