
O tema abordado ofereceu aos 37 participantes um debate interessante, que contribuiu com a troca de experiências de aposentados que falaram sobre o tempo a partir da ruptura com o trabalho e o início da aposentadoria. “Quando me aposentei fiquei sem rumo, praticamente perdida”, relatou Aparecida Piva.
Durante a palestra, a assistente social contou que no passado não existia a divisão de tempo, tudo era baseado na natureza. O trabalho, lazer e o aprendizado aconteciam juntos. O desenvolvimento da sociedade desencadeou essa divisão, onde o trabalho passou a ser a atividade mais importante, e lazer e estudo ficaram com as horas do dia que sobravam. Ela colocou uma questão: onde estaria o tempo livre a se desenvolver a criatividade naquilo que gostamos?
“Passamos parte da vida trabalhando e com a chegada a aposentadoria, a sociedade acaba sofrendo por não identificar o tempo livre como positivo”, comentou Maria Cristina.
Dentre as situações expostas na palestra, como utilizar o tempo livre da melhor forma possível foi a questão de destaque. Segundo o sociólogo Jofre Dumazedier, ele é específico, diferente daquele do trabalho, dos cuidados domésticos, é aquele que sobrou depois das obrigações.
Além desse, outro tema abordado no evento foi o ócio criativo que é importante para o desenvolvimento do ser humano. Segundo o sociólogo, Domenico de Masi, o ócio criativo é parte fundamental deste processo que visa juntar trabalho com divertimento e aprendizado, o que acarreta em tempo criativo.
O banespiano Roberto Coelho que sempre utilizou do tempo livre mesmo quando ainda estava na ativa, realizar projetos pessoais e sociais é seu ócio criativo. “Depois que me aposentei continuo a identificar meu tempo livre e o utilizo nos projetos que acredito”, declarou.
Texto e Foto – Camila de Oliveira