Movimento e propósito diário são fatores decisivos para envelhecer em atividade, diz especialista

Envelhecer bem é mais do que contar os anos, é encontrar motivos para continuar em movimento. A rotina, o convívio e o propósito são aliados de quem deseja manter o corpo e a mente saudáveis, principalmente para quem tem mais de 60 anos.

Além do movimento, o cérebro precisa de estímulos constantes. Ter uma razão para levantar da cama. Para o fisioterapeuta especialista em geriatria Carlos Castro (@fisioterapeutacarloscastro, no Instagram), o segredo da vitalidade não está apenas nos muitos remédios prescritos geralmente aos pacientes, mas sim no estilo de vida.

Segundo ele, pessoas idosas mais ativas compartilham um mesmo padrão: um propósito diário. Isso não significa necessariamente praticar exercícios intensos, mas se manter em ação. Caminhar, cuidar das plantas, varrer a casa ou subir escadas são pequenas atitudes que mantêm a musculatura desperta e preservam a autonomia.

Outro elemento essencial é o convívio social. Pessoas idosas que se mantêm saudáveis costumam estar cercadas de gente, cultivando o riso, a conversa e o afeto. Relações verdadeiras fortalecem o sistema imunológico e o emocional, tornando o envelhecer uma experiência mais leve e prazerosa.

Alimentação equilibrada e o respeito ao próprio ritmo completam o quadro. Comer comida de verdade e evitar produtos processados, beber água e ouvir os sinais do corpo são gestos simples que fazem grande diferença no bem-estar cotidiano. “O corpo não esquece o que é ser ativo”, resume o especialista.

Quem envelhece também luta

Todos os dias, ou quase todos eles, o diretor Oliver Simioni bate à porta de todos os setores da Afubesp. Cumprimenta os funcionários, conversa e até oferece fatias de bolo caseiro para adoçar o dia de quem precisa. E quando não vai à associação, está aproveitando, merecidamente, seus momentos de lazer – como a pescaria que tanto adora.

Na juventude, foi um exímio nadador em São João da Boa Vista, no interior paulista, antes de se tornar referência na luta histórica pelos direitos dos banespianos. O militante completa 88 anos no em 26 de outubro, mas conserva uma energia que muitos mais jovens não têm.

Até pouco tempo atrás, pedalava regularmente pelas ciclovias da capital e ainda mantém o hábito das longas caminhadas, movido pelo prazer de se exercitar. Também não dispensa reuniões com amigos de longa data e faz questão de manter-se a par de tudo o que é novo, inclusive no mundo digital.

“A velhice faz parte da vida e não é o problema. A grande questão é se manter atualizado e evitar que o corpo não acompanhe a mente”, ressalta Oliver.

Envelhecer bem, portanto, não é um mistério nem questão de sorte, como reforça o fisioterapeuta. É resultado de escolhas diárias.

Letícia Cruz – Afubesp

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