Queremos eleições democráticas no SantanderPrevi

O Santander ainda não agendou negociação com a Contraf-CUT, sindicatos e federações de bancários e Afubesp para discutir a suspensão imediata das eleições antidemocráticas do SantanderPrevi, sucessor do HolandaPrevi desde julho de 2010. Uma carta foi enviada pelas entidades no dia 21 para a direção do banco espanhol, porém, passados dez dias, nenhuma resposta foi encaminhada, desrespeitando os trabalhadores.

>>> Leia mais: Regimento eleitoral do fundo do Santander é ataque à democracia

“No documento, além da suspensão das eleições em andamento, reivindicamos a abertura de um processo democrático, com regras transparentes, como divulgação de edital de convocação e prazo para inscrição de candidatos, para eleger os representantes dos participantes nos conselhos deliberativo e fiscal do fundo de pensão, a exemplo do Banesprev e Bandeprev, também patrocinados pelo Santander”, destaca o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Sem negociação, as entidades prometem intensificar a pressão em todo país, denunciando a falta de democracia no SantanderPrevi. “Vamos pressionar o banco em todo país, a exemplo da campanha das diretas já que sacudiu o Brasil nos anos 80 e conquistou a volta das eleições para presidente da República, uma vez que o Santander teima em fazer um processo antidemocrático que nos lembra o famigerado colégio eleitoral dos tempos da ditadura militar, pois os 40 mil participantes do SantanderPrevi só foram chamados para votar até o dia 4 de fevereiro em dez candidatos inscritos pelo banco para as duas vagas nos conselhos, o que é inaceitável”, ressalta Ademir.

As eleições no SantanderPrevi foram discutidas em várias reuniões do Comitê de Relações Trabalhistas. Numa delas, em 18 de maio de 2010, o banco registrou em ata que “não há previsão de qualquer processo eleitoral para o ano de 2010 e que o movimento sindical será previamente avisado dos próximos processos eleitorais”. No entanto, nenhum documento foi enviado pelo banco para as entidades sindicais sobre o processo em andamento.

“Estamos diante de uma farsa eleitoral montada vergonhosamente no SantanderPrevi”, avalia o diretor da Federação dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo, Paulo Garcez. Ele lembrou que bancos públicos e privados, como o Itaú Unibanco, realizam processos democráticos e transparentes para escolher os representantes dos participantes na gestão dos fundos de pensão.

“O banco repetiu o processo antidemocrático e desrespeitoso com os trabalhadores que aconteceu em 2009, quando foi alterado de forma unilateral o estatuto do HolandaPrevi, o que prejudicou milhares de participantes”, salienta a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa. O ataque à democracia no SantanderPrevi ocorre às vésperas da posse do novo presidente do banco no Brasil, o espanhol Marcial Portela.

Contraf-CUT

Veja mais:

Entidades reivindicam a suspenção da eleição no SantanderPrevi

Siga as redes

Canais de comunicação

Outras Notícias

Comprometimento 100% contra a retirada de patrocínio do Banesprev

Santander apresenta proposta insuficiente e não retoma negociação após rejeição da COE

Outubro Rosa, saúde da mulher e o direito de envelhecer com dignidade

Afubesp amplia articulação para impedir retirada de patrocínio dos planos do Banesprev

Afubesp lança comunidade no WhatsApp. Participe!

Boletim Informativo

Afubesp convoca assembleia geral extraordinária sobre reforma estatutária

Sem categoria

Comprometimento 100% contra a retirada de patrocínio do Banesprev

Banesprev Destaques Notícias

Santander apresenta proposta insuficiente e não retoma negociação após rejeição da COE

Ativa Notícias Últimas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *