Lucro do Santander cai 9,5% no primeiro semestre, enquanto banco elimina mais de 6,5 mil empregos

O Banco Santander registrou lucro líquido gerencial de R$ 6,802 bilhões no primeiro semestre de 2026, resultado 9,5% inferior ao obtido no mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando o banco lucrou R$ 3,788 bilhões, a queda foi ainda maior, de 20,4%. No entanto, seguem as demissões.

O Banco Santander registrou lucro líquido gerencial de R$ 6,802 bilhões no primeiro semestre de 2026, resultado 9,5% inferior ao obtido no mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando o banco lucrou R$ 3,788 bilhões, a queda foi ainda maior, de 20,4%.

A carteira de crédito ampliada alcançou aproximadamente R$ 714,8 bilhões, crescimento de 5,8% em 12 meses e de 1,3% na comparação com o trimestre anterior. O principal destaque foi o financiamento ao consumo, especialmente o crédito para veículos, que avançou 15,3% no período.

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias também cresceram, totalizando R$ 10,949 bilhões, alta de 4,5% em relação ao primeiro semestre de 2025. Ao mesmo tempo, as despesas com pessoal, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), caíram 2,5%, somando R$ 6,122 bilhões. Com isso, as receitas de tarifas foram suficientes para cobrir 186,8% das despesas com pessoal.

A holding Santander encerrou junho de 2026 com 47.327 empregados, após eliminar 6.591 postos de trabalho em 12 meses, sendo 2.334 vagas fechadas apenas no primeiro semestre deste ano. No mesmo período, a base de clientes cresceu em 3,5 milhões, alcançando 72,3 milhões de clientes, enquanto o banco fechou 178 agências e 179 Postos de Atendimento Bancário (PABs).

Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, os números demonstram que o banco insiste em uma estratégia equivocada de gestão, especialmente no que diz respeito à política de pessoal. “O banco continua reduzindo postos de trabalho, ampliando a terceirização e fechando agências como forma de cortar custos. Essa estratégia sobrecarrega quem permanece nas unidades, compromete a qualidade do atendimento prestado à população e ignora a contribuição dos trabalhadores para os resultados da empresa”, afirma.

Na avaliação da diretora da Afubesp, também secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, os resultados reforçam a necessidade de o banco rever sua política para os trabalhadores brasileiros. “Apesar da redução no Brasil, o Grupo Santander registrou lucro global de € 7,328 bilhões no primeiro semestre, alta de 14,9% em relação ao mesmo período de 2025. A operação brasileira respondeu por 14,9% do resultado mundial do grupo, demonstrando a importância do país para os resultados da instituição.”

Fonte: Contraf-CUT

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