Questão racial na categoria bancária é foco da 1ª Mostra de Cinema Fabio Rogerio Pereira

“Não podemos simplesmente sentar e deixar que outras pessoas definam nossa existência.” A frase cunhada por Spike Lee – cineasta afro-americano que dirigiu obras focadas em questões raciais e sociais, como Faça a Coisa Certa, Infiltrado na Klan e Malcolm X – sintetiza a importância da representatividade no audiovisual.

Neste sentido, e reforçando esta percepção, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região criou a Primeira Mostra de Cinema Fabio Rogerio Pereira.

A iniciativa tem como objetivo estimular o desenvolvimento e a produção audiovisual; exibir e discutir temas relacionados a questão racial dentro da categoria bancária; e provocar a sociedade com a arte.

Serão aceitos curtas-metragens abordando o tema “Consciência Negra”, com os subtemas:

  • racismo
  • beleza negra
  • ancestralidade
  • religiosidade
  • cultura
  • ativismo
  • lugar de fala

Clique aqui para se inscrever.

Poderão se inscrever curtas-metragens inéditos de bancários associados e/ou dependentes diretos ao Sindicato dos Bancários de SP, Osasco e Região, mediante a comprovação através de matricula sindical.

As inscrições são gratuitas e estarão abertas de 20 de novembro a 15 de janeiro de 2022.
Só serão consideradas as inscrições cujo material for recebido até o período acima. Os vídeo devem ser enviados em Formato: MP4 – Tamanhos recomendados: 1280 x 720 (720p), 1920 x 1080 (1080p).

A mostra premiará o primeiro, o segundo e o terceiro colocados com R$ 5.000, R$ 2.000 e R$ 800, respectivamente.

Clique aqui para ler o regulamento completo.

Injustiça racial nos bancos

Todos os anos, os maiores bancos atuantes no país gastam verdadeiras fortunas com publicidade (somente em 2018, foram R$ 3,8 bilhões). Parte dessa propaganda destina-se a vender uma imagem de responsabilidade social, boas práticas de gestão e valorização da diversidade.

Contudo, a realidade dentro dos bancos é muito diferente daquilo que é vendido nas publicidades. De acordo com dados do censo da diversidade bancária, as pessoas pretas nos bancos são apenas 3,4% e as pardas 21,3%, representatividade muito menor do que na sociedade brasileira – no último censo demográfico (2010), 43,4% da população brasileira foi classificada como parda e 7,5% como preta.

Em relação à remuneração, os negros (compostos por pretos e pardos) têm rendimento médio correspondente a 87,3% do rendimento médio dos brancos. E as mulheres negras sofrem ainda mais discriminação: seu rendimento médio corresponde a apenas 68,2% do dos homens brancos. Os dados são do Censo da Diversidade Bancária, realizado em 2014.

Fábio Rogério, presente!

O nome da mostra é uma homenagem a Fábio Rogério Pereira, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, e funcionário do Itaú. Fábio foi um dos 603 mil brasileiros vítimas da covid-19 no Brasil, tendo falecido no dia 5 de abril de 2021.

 

SP Bancários

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